Caro Jornalista Hiltor Mombach
Como faço todos os dias, ontem à tardinha, tirei um tempo para ler o Correio do Povo. Como sempre, não deixo de ler tua coluna, aliás, comportamento de todos que gostam de futebol.
Fui surpreendido, não com tua opinião sobre a venda de bebidas nos estádios, a qual tenho muito respeito, mas sim com a ilação de que a partir de agora eu iria garantir um lugar no ônibus do Inter e do Grêmio para arrecadar votos pelo interior.
É de conhecimento público que após a eleição de 2014, quando me elegi para o 6º mandato na Assembleia Legislativa, anunciei que aquela seria a minha última eleição e que, após a conclusão deste mandato, não concorreria mais nem aceitaria qualquer outro cargo político.
Apesar de Conselheiro do Grêmio Portoalegrense desde 1990, ficando fora do conselho apenas 3 anos, nunca usei o clube do meu coração para angariar votos. Da mesma forma como agi em relação à categoria médica que pertenço desde dezembro de 1976.
Resolvi assinar esta proposição votada na Assembleia por convicção de que a venda de bebidas no interior dos estádios não alteraria o comportamento dos que à consomem, pois hoje o fazem no entorno dos estádios, até a entrada nos portões e até minutos antes do início do jogo.
O que determinou a redução da violência nos estádios é o importante trabalho dos clubes na vigilância e identificação dos bagunceiros. Tão ou mais importante é o fato do Ministério Público e o Judiciário participarem, dentro dos estádios, no oferecimento de denúncia e julgamento rápidos daqueles que tem mau comportamento.
Hoje estamos livres daqueles que usam a violência pela violência nos estádios em função deste efetivo trabalho.
Muitas foram as propostas que apresentei nestes anos todos como Deputado Estadual. Saio da Assembleia, no fim de janeiro próximo, de cabeça erguida.
Agradeço a tua atenção em ler esta minha manifestação, assim como faço, todos os dias, ao ler tua coluna.
Respeitosamente te desejo um bom Natal e um Ano Novo profícuo.
Um abraço / CIRO SIMONI
