A Olimpíada de 1980, realizada em Moscou entre 19 de julho e 3 de agosto, foi boicotada por 65 países ocidentais atendendo pedido do presidente dos EUA, Jimmy Carter, que invocou a invasão do Afeganistão pelas tropas soviéticas para justificar a represália.
Ali, a relação política-esporte atingiu seu momento mais tenso depois do cancelamento das competições no período da Segunda Guerra Mundial. Quatro anos depois, em retaliação, a União Soviética e seus aliados boicotaram os Jogos Olímpicos de Los Angeles.
Soube-se depois que a CIA decidiu pelo boicote em 1980. Isto manteria os soviéticos nos holofotes da comunidade internacional, indignada pela invasão do Afeganistão.
Se os países que dizem estar revoltados com a prisão de Nicolás Maduro, levado para julgamento nos EUA depois dos norte-americanos invadirem a Venezuela, não estivessem jogando para a torcida, num faz de conta, numa dissimulação que começa a fazer água, ser percebida aqui e ali, anunciariam um boicote à Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. Pediriam para jogar no México ou no Canadá.
O Brasil atuará nas cidades de New Jersey/Nova York, Filadélfia e Miami.
O boicote de uma seleção inexpressiva não faria cócegas na sede norte-americana da Copa do Mundo, passaria despercebida e ganharia, quem sabe, uma notinha de rodapé. O boicote de uma seleção como a do Brasil, pentacampeã, desabaria como uma bomba e seria manchete no planeta.
Mas, cá entre nós, alguém imagina o Brasil comprando briga com Tio Sam? Nem em sonho, não é!
Boicote à Copa do Mundo: alguém imagina o Brasil comprando briga com Tio Sam?
O boicote de uma seleção como a do Brasil, pentacampeã, desabaria como uma bomba e seria manchete no planeta
