Vendo o Esportivo disputar o Acesso lembro dos tempos de glória.
Em 1971 virou notícia nacional ao quebrar a uma invencibilidade de 24 partidas do Grêmio aplicando 5 a 2 em Bento Gonçalves.
Dois anos depois derrotou o Inter por 2 a 1, tornando-se o primeiro clube do interior a vencer no Beira-Rio.Em 30 de maio de 1979 Esportivo e Grêmio fizeram outro jogo que virou notícia nacional.
Não pelo empate sem gol, mas porque nevou muito. O encontro ficou conhecido como o “jogo da neve”.
Eu trabalhava na Folha da Tarde.
Em Bento estava o companheiro Ilgo Wink para contar a história.
Segundo Ilgo Wink, nosso correspondente da jornal Folha da Tarde, “os jogadores corriam muito mais para se aquecer do que para jogar bola.
O Jésum, um ponta habilidoso e rápido, passou perto de mim.
Seu enorme bigode estava branco.
Mais adiante, o carioca Paulo César Caju com sua cabeleira coberta de neve. Na área, o Baltazar pedia a bola, braços erguidos.
Parecia que haviam congelado no ar”.
O Esportivo do técnico Valdir Espinoza teve Jânio; Toninho, Carlão e José; Raquete, Tovar, Celso Freitas e Adílson; João Carlos, Néia e Rubem.
Do outro estava o Grêmio comandado por Orlando Fantoni com Manga; Vilson, Vantuir e Vicente; Dirceu, Vitor Hugo, Paulo César Caju e Jurandir; Tarciso, Baltazar e Jésum.
O Esportivo segurou esta máquina.
