Hiltor Mombach

Bordão do Chaves

Bordão do Chaves

Há um bordão do Chaves que cabe todinho em Celso Roth: "Ninguém tem paciência comigo". Roth é a negação do personagem Odorico Paraguaçu. A Geni do Inter. Quando o time joga bem, como contra a Jorge Wilstermann, Roth é o culpado. Culpado pelo Inter jogar bem e ele seguir treinador.

Já me acusaram de ser um crítico sistemático de Roth. Minha defesa era de que para erros sistemáticos, só críticas sistemáticas. A crítica sistemática não é um pecado. Ficar de tocaia e omitir o elogio quando este é merecido, esperando um novo erro, bem, isto, sim, é pecado. Gravíssimo.

Roth escalou Oscar e D’’Alessandro juntos. Acertou. Seus desafetos dirão que fez o óbvio. OK. Fazendo o óbvio, acertou.

O time que deu show contra o Jorge Wilstermann foi o time de Roth. Seus desafetos dirão que até os fraldinhas dariam show contra rival tão modesto. OK. Mas foi o time de Roth que deu show.

Roth não relutou em colocar Oscar e D’’Alessandro juntos. Aleluia! Mas sua biografia indica que ele pode ter uma recaída e sacar Oscar. Desafiando os astros. Desafiar a lógica é com ele mesmo. Mas o mesmo Roth pode ousar mais. Sem abrir mão do abominável esquema 4-2-3-1. Como? Com todos os titulares disponíveis e com Tinga recuperado e em forma, ficaria assim: Bolatti e Guinãzu; Tinga, D’’Alessandro e Oscar; Leandro Damião.