Quando o assunto é futebol somos invadidos pela síndrome do coitadismo.
Rasgamos tudo, inclusive nosso passado de feitos relevantes.
Eis um fato irretocável.
Cometendo uma verdade nem tão exagerada assim diria que se um dia o subdesenvolvimento nos deixar, não deixaremos de ser subdesenvolvidos.
Vejam: qual o único país pentacampeão do Mundo?
Qual o melhor jogador que já se viu no planeta Terra?
O amigo leitor conhece as respostas de cor e salteado.
Pois o que se vê é a divinização suprema dos europeus. Há um endeusamento escarrado.
O futebol, amigos, não tem mais pátria.
A Copa do Mundo de Clubes 2025 reflete a mais pura globalização.
Dos quase mil atletas inscritos na competição, mais de 41% constam com nacionalidades diferentes das suas equipes.
Não sei se ainda somos o país do futebol ou se passamos a ser um dos países do futebol.
Sei que temos história.
Abri dizendo que o brasileiro sofre da síndrome do coitadismo e explico: aqui, ser vice ou terceiro é humilhante.
Ou somos campeões ou é ferro nos nossos times.
Boquiabertos, não conseguidos explicar o sucesso dos nossos representantes no Mundial de Clubes.
Temíamos passar vergonha, dar vexame.
Deletamos nossa história de país pentacampeão.
Esquecemos que este país gerou Pelé, Garrincha, Ronaldo Fenômeno, Zico, Rivelino, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Jairzinho, Falcão, Gérson, Nilton Santos, Leônidas da Silva, Tostão, Didi...
Não sei se um clube do Brasil voltará dos EUA com o caneco.
Sei que até aqui estou com a alma lavada e enxaguada de orgulho.
A autoestima anda em alta.
Encerro com um título da coluna de Alicia Klein para a o UOL: "Chupa, Europa".
Brasil, um país que esqueceu sua história
Quando o assunto é futebol somos invadidos pela síndrome do coitadismo. Rasgamos tudo, inclusive nosso passado de feitos relevantes.
