Hiltor Mombach

Brasil, um Paraguai

Cometendo uma verdade exagerada diria que, comparado às principais seleções europeias, o Brasil de hoje virou um Paraguai

Dou uma o passada pelos jornais paraguaios.
Quero sabem como estão tratando a partida desta quinta-feira diante do Brasil na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
O vencedor estará nas semifinais da Copa América.
Dou uma olhada esperando manchetes ufanistas.
Nada disto.
Ali, nas manchetes, o Paraguai não sofre da síndrome do coitadismo, não se acha uma seleção de segundo nível que vai encarar a outrora bambambã Canarinho contra quem todos temiam e tremiam.
Diz que a Albirroja vai atuar no contra-ataque, que Tite teme decidir nas penalidades, que o Brasil estará desfalcado, enfim, nada de um patriotismo excessivo de quem quer se mostrar superior num esporte, futebol, em que é inferior.
O Paraguai está de sangue doce. Aqui mora o perigo.
Para o Brasil.
Se ser, deu, se não der, deu o favoritaço, o Brasil.
Como já escrevi, é barbada.
Troco apenas o tempo do verbo: seria  barbada não fosse este Brasil estar tão inconstante e inconfiável. 
Cometendo uma verdade exagerada diria que, comparado às principais seleções europeias, o Brasil de hoje virou  um Paraguai.