Hiltor Mombach

Brasileirão ultrapassa fronteiras

Brasileirão ultrapassa fronteiras

Há qualquer coisa de estéril, ou de vazio, num homem de opiniões imutáveis. Sinto uma euforia tola quando me pego renovando um parecer. Mais do que isto, não escondo quando experimento tal renovamento. Como agora.

Estive entre os mais ácidos contestadores do Brasileiro como está colocado. Agora, resignado, cometo uma penitência: trata-se de um estupendo campeonato. Não pelo colorido de suas malas, brancas e pretas, maletas, contêineres, nem por outros fatores: estamos diante do único evento que termina não terminando. E, ainda mais extraordinário, que rasga fronteiras.

Cometendo um exagero, diria que estamos diante daquele que, no futuro, poderá ser o mais argentino dos campeonatos brasileiros. Sim, porque teremos rodada hoje pelo Brasileiro na Argentina, com a partida Independiente e Goiás. Superamos os europeus, com seus campeonatos nacionais chatos, disputados dentro de cada fronteira. Espraiamos! Inovamos!

O Brasileiro termina hoje, quando saberemos se o Grêmio estará na Libertadores/2011 e o Flamengo na Sul-Americana. Até os quero-queros do Jardim Botânico sabem: se o Grêmio está envolvido, o Inter também, secando; se o Flamengo está envolvido, Botafogo, Fluminense e Vasco também, secando. O melhor do campeonato, amigos, ficou para a rodada no exterior. Que Brasileiro!



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