Brevíssima análise de uma gestão de oito anos.
Romildo assumiu o clube em 2015 com um déficit de R$ 37,7 milhões. Pela venda de direitos de TV, o Grêmio recebeu em 2016 uma grana alta. Do balanço: “Não fosse os R$ 100 milhões de receitas extraordinárias, as quais se deduz os R$ 5 milhões de incidência de contribuição o INSS, o clube apresentaria um déficit anual de R$ 60 milhões, ou exatos R$ 5 milhões por mês”.
Já em 2016 veio a Copa do Brasil, quebrando um jejum de 15 anos sem taça. Seguiu-se uma Libertadores e uma Recopa. Os títulos, uma vitrina, alavancaram as negociações. Na sua gestão entraram cerca de R$ 800 milhões em venda de atletas. Após anos de superávit, 2022 terminará com déficit de R$ 50 milhões.
A trágica Segundona borra a gestão, mas não apaga os feitos. O Grêmio ocupa hoje o quatro lugar no ranking da CBF.
O maior erro da gestão? Não ter mudado a política de futebol em 2018, ter entregue o setor mais importante do clube aos cuidados de um funcionário, no caso Renato.
Romildo herdou um Grêmio deficitário e sem conquista importante há 15 anos. Jamais se queixou e lá se vão longos oito anos. Quem assumir pegará um clube administrável, na primeira divisão e com a volta das cotas de TV ao patamar de 2021. Sem competição internacional, é verdade, que sempre gera uma boa receita em premiação.
Brevíssima análise de uma gestão de oito anos
Romildo assumiu o clube em 2015 com um déficit de R$ 37,7 milhões
