Hiltor Mombach

BREVES IMPRESSÕES

BREVES IMPRESSÕES

Há um supermercado bem ao lado de onde estamos morando em Johanneburgo. Integra uma rede famosa. Não vende cerveja. Vende vinho, não cerveja. Pensei que era para não fazer concorrência a uma loja que funciona do lado e que só vende bebidas de álcool. Esta vende vinho, ou pelo menos tenta, pois o preço é superior ao do súper, e cerveja de vários lugares do planeta. Não era. Fui a um outro súper, de outra rede. A mesma coisa. As lojas fecham às 18h. Em ponto. Às 18h, em ponto, eles baixam a grade. Se você chegar 30s depois, adeus. Eles não abrem. Mesmo se você disser que vai comprar muita coisa. Não adianta brigar. Não se vende bebida de álcool em postos de gasolina. Em nenhum. Nem na cidade nem fora. Boa medida. No súper, há duas opções para você levar suas compras: ou pagando pelas sacolas ou levando as sacolas de casa. Na pacata Konigstein, na Alemanha, acontecia o mesmo. Quando as sacolas se acumulavam, era só retornar ao mercado que eles recompravam. Vejo que a maioria das pessoas aqui em Johanesburgo entra no súper com suas sacolas. Faltou alguma coisa em casa e são 18h? Você está frito. Você gostaria de jantar fora e são 22h? Melhor desistir. Deve haver um Barranco, ou um Velho Quintino, onde se possa ir mais tarde. Venho dizendo isto desde que desembarquei e o motorista, mister Mebebe, garante que não, não há. Não vou arriscar pegar um táxi para saber. Quase não há táxi e os poucos que existem cobram muito. Por outro lado, é perigoso. Um jornalista foi assaltado por alguém dirigindo um táxi. Na hora de pagar, pediu quanto era: "É tudo que tens no bolso". Mais o cartão de crédito.