Hiltor Mombach

César e Limonada

Duas histórias de um minuto de silêncio para quem ainda estava vivo

O Grêmio fez um minuto de silêncio, antes do jogo contra o Ypiranga-RS, domingo, em homenagem a Darli João da Silva, o Limonada. 
Depois da partida na Arena do Grêmio o clube fez retificação. 
O ex-massagista está vivo. 
Aos 83 anos, Limonada não atua mais no Grêmio após problemas de audição. 
Era 6 de abril de 1995.
Estou na redação do jornal e chega a informação: morreu  César
César, o ex-centroavante do Grêmio, um dos heróis da conquista da primeira Libertadores.
Foi dele o segundo gol, depois de cruzamento de Renato, morrera em um hospital da cidade.
No jogo da noite, no Olímpico, a torcida gritou “César, César”.
Teve um minuto de silêncio.  
Por volta das 23h tive um cutuque daqueles.
Pedi que um repórter telefonasse para a casa de César.
Quem atendeu disse que César, o ídolo do Grêmio, estava vivo.
Havia falecido um outro César.
Meu querido amigo NIco Noronha, parceiro de viagens (1959 – 2018) fez matéria que ganhou uma página na ZH.
No dia seguinte o jornal saiu com a seguinte manchete na última página: "César vive".
Fez uma correção bem-humorada.