Hiltor Mombach

Caçapava, ainda

Escrevi um tópico comparando Caçapava e Rodrigo Dourado ontem: “Para Caçapa, treino ou amistoso era jogo oficial e jogo oficial decisão de Copa do Mundo. Lembrei do grande Caçapava vendo Rodrigo Dourado contra o Bayer Leverkusen. Este garoto tem um futuro brilhante na sua carreira. Pelo futebol exuberante e pelo empenho. Dá gosto de ver Dourado em campo.”
Caçapava atuava como primeiro homem, função que levava o nome de centromédio. Chegaram a dizer que Figueroa só era Figueroa porque tinha Caçapava como anjo da guarda. Mentira. Figueroa era Figueroa porque era Figueroa, zagueiro de futebol majestoso.
Há uma história emblemática que mostra bem quem era Caçapava. Durante a preleção na semifinal contra o Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileiro de 1975, o treinador Minelli garantiu que se Caçapava parasse Rivellino o Inter venceria. O Fluminense tinha um timaço e jogava com casa lotada.
_ ”Tá ‘morto’ chefe”, disparou Caçapava.
Na primeira chance, o craque Rivellino tentou aplicar o conhecido “elástico” e Caçapava apresentou suas armas.
O Internacional ganhou por 2 a 0, num dos maiores confrontos da história do futebol brasileiro.