Cada época tem seus debates próprios. Lembro de discussões acaloradas sobre se Carlos Miguel e Arílson poderiam jogar juntos no mesmo time. Eram dois esquerdinhas magistrais.
Poder, pode tudo. Pode escalar Gabriel Chapecó e Brenno no ataque. A questão é se deve. Obviamente neste caso não se deve.
Era da opinião que não deveria escalar dois jogadores semelhantes se fossem médios ou ruins. Carlos Miguel e Arílson eram fora da curva. Juntos, ganharam a Libertadores de 1995.
Agora chego ao assunto. Como será o Inter sem Edenilson? Pode compor com Dourado e Lindoso. Ou com Dourado e Johnny. Mas em linha, pois os três têm características parecidas. Poder, pode. A questão é: deve? Assim, no papel, não.
Pode compor com Dourado e Nonato. Mas aprovar mesmo Nonato nunca aprovou. Poderia ser com Dourado e Praxedes. Mas Praxedes não está mais no Beira-Rio. Deslocar Patrick para a segunda função? É um jogador de arrancada e não tem a técnica de Edenilson. Jogar sem um segundo volante fixo na função?
Edenilson fará falta. O Inter terá que encontrar outra forma de jogar. Pode piorar. Mas também pode melhorar.
