Hiltor Mombach

Cada juiz faz suas próprias regras

Na cabeça de cada assoprador de apito mora uma sentença. A completa ausência da padronização nos faz suspeitar ainda mais.

A cólera do torcedor não se dá apenas por considerar seu time prejudicado pela arbitragem.
Seguimos com a forte impressão de que cada assoprador de apito faz as suas próprias regras.
Por isso a decepção de quem gosta de futebol.
Na cabeça de cada assoprador de apito mora uma sentença.
A completa ausência da padronização nos faz suspeitar ainda mais.
Nem a tecnologia do VAR nos tirou esta sensação de falta de transparência. 
Cinco minutos são cinco minutos, não?
Não.
Eram 45 minutos do segundo tempo quando a placa anunciou 5 minutos de acréscimos para Avaí e Inter.
Os times empatavam sem gol.
O Inter estava no campo de ataque.
Passados 27 segundos do acréscimo determinado o Avaí cometeu uma penalidade, que o Inter converteu.
Vai algum tempo, não lembro a partida, o assoprador deu 3 minutos de acréscimo.
O dono da casa atacava quando o jogo foi encerrado.
Os jogadores correram para cobrar do juiz.
Ele apontou para o relógio.
Os 3 minutos cravados haviam se esgotado.
Lembro de um outro confronto onde não permitiram ao Inter cobrar um escanteio ao final do primeiro tempo.
Segunda-feira o beneficiado foi o time gaúcho.
Que um dia pode ser prejudicado.
Pergunta: custa padronizar?
Só um lance deveria ser permitido após os acréscimos cravados, a cobrança de um pênalti.