Hiltor Mombach

Caixa não estaria aceitando o Grêmio como gestor da Arena

Este blogueiro segue perseguindo a informação.
Quem chega picadinha.
Sem confirmação pública oficial.
Troca de WhatsApp
com um dirigente do Grêmio do alto clero.
_O Grêmio vai se manifestar hoje sobre a compra da gestão da Arena?
_A resposta não nos contemplou. Ficou para quinta.
_A OAS deu a resposta então?
_Caixa Federal.
_Hoje o maior problema é a Caixa ou a OAS?
_O negócio como foi apresentado para o Grêmio não prospera, porque não trata da gestão nem atende prazo anteriormente discutido.
_Um enigma.
Segui perseguindo a informação em busca de mais dados. Bati no WhatsApp de um dirigente do alto clero.
Resposta.
_Caixa não aceita o Grêmio como gestor. Tem coisa aí.
Dedução.
O Grêmio vai romper com a Caixa nesta quinta-feira. 


Do livro “Fábio André Koff-Memórias e Confidências”.


"Já sob a Presidência de Romildo Bolzan Jr., os negociadores contratados pelo Grêmio adotaram a estratégia de falar diretamente com os bancos, que eram os maiores interessados. A primeira investida foi muito difícil, porque alguns dos bancos envolvidos no caso adotam a política de não fazer negócios com clubes de futebol, entre eles o Santander e o Banco do Brasil. O outro envolvido é o Banrisul, mas este faz negócios com o futebol.


Aos poucos, os consultores gremistas começaram a mostrar para eles que era uma questão técnica e que o Grêmio não queria ganhar dinheiro; queria apenas realizar o que fora negociado em outubro. Daí houve avanço.


Enquanto isso, a OAS estabilizou um pouco sua situação, mas a complexidade do negócio aumentou: já eram oito organizações envolvidas: Grêmio, OAS, Santander, Banco do Brasil e Banrisul, que são os repassadores; Bradesco, que deu uma carta-fiança para honrar os pagamentos da OAS; BNDES, que repassou o dinheiro desse empréstimo; e Caixa Econômica Federal, que no passado pagou 300 milhões de reais à OAS para entrar em todo o projeto. A caixa comprara 80% das ações da Caragonis, que pertencia à OAS, isso em 2009.


O Presidente Koff avalia:


– Com o dinheiro da Caixa, do BNDES e de debêntures emitidas depois, a OAS fez o estádio sem tirar um tostão do bolso. A Caixa é dona de 80% desses empreendimentos que estão surgindo na volta da Arena. Por isso, quando se voltou a negociar, a Caixa foi colocada no jogo, porque era parte interessada.


Como a OAS está em recuperação judicial, uma das premissas do Grêmio nessa negociação é que a compra da Arena tem que ser aprovada na assembleia dos credores da OAS, porque, se os credores aprovam, o Grêmio fica livre de sucessão. Mas se isso não ocorrer, eles terão que achar outra forma. Os oito envolvidos já concordaram, mas ainda não assinaram."
Minha avaliação.
A Caixa emprestou R$ 300 milhões para a OAS e recebeu em troca o Olímpico.
Não poderia, pois o Olímpico pertence ao Grêmio.
É isto que o Grêmio vai cobrar na Justiça.
De quebra, a OAS está envolvida até o pescoço no escândalo Lava Jato.