Hiltor Mombach

Caldo gremista

Minha intuição diz que teremos mudanças no Grêmio.
Minha intuição é reforçada por acontecimentos nos bastidores depois do fiasco em Curitiba.
Há um profundo descontentamento em todos os setores gremistas, que exigem uma tomada de atitude radical do presidente Romildo Bolzan.
Mas a minha intuição diz também que se Romildo não promover mudanças entre hoje e amanhã será convencido, mais uma vez, pelo establishment gremista de que está tudo bem, tudo azul.
O establishment gremista vem sendo cinco oceanos mais competente do que o time do Grêmio: um blinda o outro e, todos blindados, sustentam esta mentira deslavada de que não há crise.
Gremistas ilustres acham que Romildo deve promover uma varredura que começa com Felipão, passa por Murtosa e segue com Rui Costa e Pacheco.
Acham que para Romildo assumir definitivamente o cargo deve eleger os seus e não seguir com os indicados de Koff.
Dá para se montar um Grêmio melhor do que tem se visto ultimamente com os atuais jogadores?
Sim.
Aqui entra Felipão.
Seu discurso de hoje em nada lembra o Felipão de anos anteriores.
Levar cinco gols em dois jogos contra rivais modestos é um fato imperdoável.