Os clubes aceitaram a mudança das regras na divisão do bolo da televisão. Até então havia três grupos principais. O primeiro liderado por Flamengo, Corinthians, Vasco, Palmeiras e São Paulo; o segundo, pelo Santos e o terceiro, por Inter, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Botafogo e Fluminense. A partir de 2012, Flamengo e Corinthians passam a integrar o primeiro escalão; Santos, São Paulo, Palmeiras e Vasco, o segundo, recebendo 18% a menos do que o primeiro, e no terceiro estão Inter, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Fluminense e Vasco.
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Pela forma anterior, as cotas fixas eram de R$ 21 milhões, R$ 18 milhões e R$ 15 milhões. O clube que mais faturava, aqui somado o pay-per-view, era o Flamengo, com R$ 36 milhões. Agregando o pay-per-view, Grêmio e Inter ficavam com R$ 23 milhões. A diferença entre o Flamengo e a dupla Gre-Nal era de R$ 13 milhões, ou de 36%. Especula-se que Flamengo e Corinthians passarão a receber entre R$ 90 e R$ 110 milhões e que Inter e Grêmio entre R$ 45 e R$ 50 milhões cada. Trata-se de especulação baseada numa oferta da Record para Flamengo e Corinthians de R$ 100 milhões cada e de uma declaração de Odone dando conta de que a cota do Grêmio seria superior a R$ 45 milhões. O segundo grupo receberia R$ 70 milhões.
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Mesmo com Flamengo e Corinthians tendo que contribuir com a maior fatia para o Fundo de Custeio é permitido especular que, na soma final, receberão 100% ou mais do que a dupla Gre-Nal e a diferença, que era de R$ 13 milhões, R$ 1,1 milhão/mês, poderá saltar para R$ 50 milhões, R$ 4,1 milhões/mês. Também é possível se conjecturar que dificilmente o Inter poderá repetir grandes contratações no futuro por conta própria, enquanto que o Corinthians, que mandou desembarcar Alex por 6 milhões de euros, cogita comprar Tevez por R$ 90 milhões.
Muito em breve poderemos ver o atual Brasileiro transformado em campeonato do eixo Rio/São Paulo.
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O faturamento total do Grêmio no ano passado foi de R$ 100 milhões. Só com a receita da televisão Flamengo e Corinthians passarão a receber este valor em 2012. Fábio Koff alertou para o abismo que iria se criar. Em vão.
