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Trecho de uma mensagem enviada pelo cardiologista caxiense e conselheiro do Juventude Chico Michielin: “Com a eleição de Sartori espera-se, finalmente, que o Banrisul contemple os clubes do interior gaúcho.” . Ouço que nada cresce à sombra de Inter e Grêmio. Não tenho esta convicção. Minha certeza é de que com os clubes do Interior passando o pires, seguindo esta caravana da miséria, em breve anunciaremos a extinção do ruralito por falta de participantes. Revelo alguns dados interessantes abaixo. Eles escancaram os cinco saaras de desigualdade do futebol gaúcho. Inter e Grêmio recebem cada um R$ 15 milhões/ano de patrocínio do Banrisul, que coloca a logomarca na camiseta dos jogadores. Cada clube recebe 27,5% da cota da TV pela transmissão do Gauchão. Os dois abocanharam 55% de um total de R$ 22 milhões nesta temporada. A sobra do dinheiro da TV, 45%, foi rateada entre 14 participantes, entre eles Caxias e Juventude. Há clube que já adiantou sua cota até o final do contrato, 2016. Inter e Grêmio não abrem mão de receber 27,5% do total cada. E a TV só transmite o Gauchão se a Dupla participar. Insisto: não temos 16 clubes em condições de disputar a Série A do Gauchão. z, talvez, e com alguma condescendência. Dividir a verba da televisão entre oito representantes do Interior é melhor do que entre 14, obviamente. Com o Banrisul contemplando o futebol interiorano, como sugere Chico Michielin, talvez seja possível sonhar com Campeonato Gaúcho melhor, mais atraente, embora eternamente tendo Grêmio e Inter como franco favoritos ao título.