CARTA AO MOVIMENTO AÇÃO INDEPENDENTE COLORADA
O Movimento AÇÃO INDEPENDENTE COLORADA, fundado em 22 de abril de 1.999, sempre pautou a sua postura pelo respeito à “democracia interna” e à “independência”, bem como pela “ética, lealdade e respeito na disputa política e no relacionamento com as demais facções existentes no Clube”.
Em sua trajetória, o Ação Independente permaneceu atento a estes princípios fundamentais. Ao longo desses mais de dez anos, a Assembléia Geral do Movimento, instância máxima de decisão e deliberação do Ação Independente, sempre teve a sua soberania respeitada e prestigiada.
Todavia, no corrente ano de 2.010, ações e omissões da Coordenadoria do AIC desconsideraram os citados princípios fundamentais e desrespeitaram a soberania da Assembléia Geral.
A decisão da Assembléia do Movimento, no sentido de lançar candidatura própria, na pessoa do seu ilustre integrante Mário Sérgio Martins da Silva, 2º Vice-presidente eleito do Clube, foi ignorada, transparecendo, de forma nítida, que não correspondia à estratégia da Coordenadoria, tampouco de sua Comissão Política.
Na opinião pública, de forma insofismável e sem um único desmentido, a Coordenação do Movimento deixou transitar a polarização da eleição presidencial que se aproximava. Preferiu silenciar. Pior, através da Comissão Política, entabulou precipitadas negociações exclusivamente com um dos Movimentos políticos que compõe a atual Direção, opção que jamais foi aprovada pela Assembléia, afastando-se da real possibilidade de composição com o grupo político que mantém a liderança maior do Clube.
Com todo o respeito, os signatários estão convencidos de que a Coordenação e sua Comissão Política estão tentando impor um “prato pronto”, que deixa os próprios integrantes do AIC (sócios e Conselheiros) sem escolha.
Esse procedimento desrespeita o órgão máximo de deliberação do Movimento, constituindo grave erro político. Despreza a real possibilidade de aliança com a liderança máxima do Clube, identificando o AIC como avalista da ruptura entre os segmentos que compõem a atual gestão, identificando-o, perante o sócio, como Movimento dissidente, passando a ser visto como incompreensível e injustificável “oposição” nas vésperas da disputa de mais um título mundial. Rótulo este que nem mesmo a histórica oposição quer assumir para si. Postura, de resto, desastrosa para o Clube, que necessita manter-se no rumo dos avanços.
Ainda, a opção não é feita em favor de candidatura própria, mas de terceiros, a indicar que dita opção política faz prevalecer a busca de espaço no poder em detrimento dos interesses do Internacional, situação que consolida divergências insuperáveis de pensamento, já evidenciadas na última Assembléia, a recomendar que o melhor caminho é abrirmos espaço para a Coordenação e para os demais integrantes que concordam com os rumos e a condução atual do Movimento.
Diante do exposto, com o máximo respeito a todos os prezados Colorados integrantes do Movimento, não nos resta outra alternativa senão comunicar que, a partir desta data, não mais integramos os seus quadros e estamos nos desligando do Ação Independente Colorada.
Porto Alegre, 21 de outubro de 2.010.
Argos Juarez Temes
Ary Faria Marimon Filho (impossibilitado de assinar, pois está em atividade laboral em Bento Gonçalves - RS, autorizou expressamente a inclusão de seu nome)
Carlos Eduardo Richinitti (impossibilitado de assinar, pois está em viagem para Manaus - AM, autorizou expressamente a inclusão de seu nome)
José Aquino Flores de Camargo
Luís Augusto Flores de Camargo (impossibilitado de assinar, pois reside em São Paulo - SP, autorizou expressamente a inclusão de seu nome)
Nilson Schimidt
Paulo Bastos Soares
Silvio Miranda Munhoz (impossibilitado de assinar, pois está em viagem para Osório - RS, autorizou expressamente a inclusão de seu nome)
José Flávio Bueno Fischer
Thales Nilo Trein
Ubaldo Alexandre Licks Flores
