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Carta fictícia de José Maria Marin, presidente da CBF, para Felipão, treinador do Grêmio. Estimado Scolari. O amigo colocou em dúvida o STJD, que vai julgar o recurso contra o Corinthians do caso Petros. E disse que já estão escolhidas as equipes que estão na Libertadores. Anotei uma declaração: “Não tem interesse para quem dirige que tenha dois clubes de Minas e dois do Rio Grande do Sul lá em cima. É bom que tenha um ou dois de São Paulo, que é um grande centro, os dois de Minas e, quem sabe, um do Rio Grande do Sul”. Incompreensível tanta intempestividade. Certamente não se trata de revanche pela tua demissão do cargo de treinador da Seleção depois de levar 10 gols em dois jogos, sete contra a Alemanha. O amigo já foi meu amigo e amigo de Ricardo Teixeira. Frequentou com alguma assiduidade os corredores da Globo. Cordato, gentil, com sorriso largo, já abriu treinos para a Globo. Já trabalhou para a CBF como homem de confiança. Como escolheram o Grêmio para disputar as Libertadores de 2013 e 2014? Como escolheram naquela em que o time sagrou-se campeão tendo o amigo como treinador, em 1995? Passaram-se 12 anos do título da Copa conquistada na Ásia. Doze anos de silêncio. Como o amigo suportou calado este jogo de interesses, que sugere manipulação? Nem quero suspeitar ter sido pelo interesse próprio, o de voltar a comandar a Seleção, fato que aconteceu mas que jamais voltará a acontecer. Não tenho falado com o Ricardo, mas ele deve estar se sentindo traído lá em Miami, bebendo alguns Royal Salute no rico condomínio Sunset Island, na baía de Biscayne. Como eu estou me sentindo. E a Globo também. Sem ressentimentos, Marin.