Hiltor Mombach

Carta fictícia de Roth para Luigi.

Carta fictícia de Roth para Luigi.

Carta fictícia de Roth para Luigi.

Li, surpreso, a tua carta. Não posso me furtar de respondê-la. Deves conhecer as fábulas de Esopo. Gosto muito da do Sapo e do Escorpião. Poderia explicar esta minha queda pela retranca dizendo ser da minha natureza. Mas estaria sendo simplista e colocando meu emprego em risco. Na fábula, morrem os dois. Minha natureza poderia afundar teu início de gestão.

Vais entender esta minha queda pela retranca lendo uma outra carta fictícia. Que enviei, vai tempo, para o meu alter ego, Celso.

"Irmão Celso. Quando te olho no espelho, me vejo. Mas nada de contemplar a própria imagem hoje. Sabes que acredito na lenda de Narciso. Eu, Roth, sou retranqueiro; tu, Celso, és dado a invencionices. Eu sou pitagórico: na minha matemática, o oito é perfeito. São quatro zagueiros e quatro volantes. Tu és mais socrático: tudo o que sabes é que nada sabes."

Esta disputa entre o Roth e o Celso explica a incoerência de quem um dia, em jogo pela Libertadores, e aqui estou lembrando da partida fora contra Jorge Wilstermann, escala dois volantes e aplica 4 a 1 para, logo em seguida, ter uma recaída e, em casa, entrar com três volantes contra o Novo Hamburgo.

Para encerrar, vou me permitir perguntar ao meu presidente se é verdade aquela informação dada pelo Hiltor ainda em Abu Dhabi de que o Inter estaria contratando Dunga. Faz falta. Dunga cairia como uma luva neste meio de campo do Inter.