Hiltor Mombach

Carta fictícia para Piffero

Carta fictícia de um grupo de colorados para Vitorio Piffero.
“Estimado Piffero.
Até os quero-queros de Salvador do Sul e Barão sabiam que a eleição de sábado era páreo corrido.
Ali, o vice de futebol já deveria estar definido para, no sábado mesmo, se reunir com a gestão que está saindo e começar a montagem do time para a Libertadores.
Porque não há tempo a perder.
O Natal está batendo à porta, assim como as festas de Ano-Novo, e nesta época só o Papai Noel dá expediente.
Certamente conheces o ditado “mais vale uma pomba na mão do que duas voando”.
A pomba, no caso Abel, estava na mão.
Agora, há muitas voando.
Voando mais endinheiradas por sondagens do Inter.
O Corinthians, tradicional rival, deve ter pago os tubos para não perder a concorrência por Tite e Luxemburgo deve ter arrumado um aumento para não deixar o Flamengo.
Na entrevista coletiva de ontem poderías ter dito tratar-se de uma estratégia desta gestão:
a de fazer os clubes pagarem mais para contratar ou manter seus técnicos.
O sentimento é de que, sem treinador para a Libertadores que se avizinha, o Inter está fazendo a felicidade financeira dos outros treinadores. Bela jogada ensaiada a tua com o novo vice, Luiz Fernando Costa!
Quando o Luiz Fernando Costa afirmou que nenhum treinador está descartado me caiu os butiá do bolso.
Porque havia uma lista de nomes descartados.
No entanto, os descartados de ontem são os encartados de hoje porque quase não sobraram opções.
O Luiz Fernando fez de conta que te desmentiu.
Não colou.
Com o tempo, a dupla Piffero-Costa vai afinar.
E o tempo fará esquecer esta arrancada pífia, com o perdão do trocadilho.
Ainda sobre o tempo, o senhor da razão: se o Inter ainda terá tempo de recuperar o tempo perdido, só o tempo dirá.
Grande abraço.”