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Presidente Luigi
Prezadíssimo Hiltor, exercer funções de gestão pode ser algo fácil e simples para um presidente, ou um líder, quando seus principais assessores são limitados a uma quantidade pequena, porém de grande competência. Esta é a situação ideal de gestão. E pode ser muito difícil quando o líder tem em seu trabalho de gestão uma infinidade de assessores, incapazes em sua maioria. Por exemplo, nossa bem intencionada presidente não consegue resolver nada neste país enorme pelo fato de não ter apenas 10 ministros capazes, e sim pelo fato de ter 39 ministros que para nada servem, nada fazem e nada resolvem.
Dito isso, fico pasmo quando vejo e leio o presidente colorado Giovani Luigi ser “apedrejado” por parte da torcida colorada. Torcida que se transformam em milhares de técnicos assessores e/ou administradores, que treinariam desta ou daquela forma e ganhariam todos os jogos como se não houvesse adversários. Ou administradores assessores que comprariam este ou aquele jogador, como Messi, Nilmar, como se dinheiro brotasse do chão ou do céu, ou simplesmente abrissem o cofrinho e de lá saíssem milhões.
A maioria esquece que estes homens, presidentes de clubes, são corajosos ao extremo, pois quase sempre abdicam da maior parte de seu tempo familiar pelo amor ao clube. Expõem-se frente a milhões de torcedores que, em sua maioria, quer do presidente do clube aquilo que poucos conseguem gerir em suas vidas privadas. Recebem todo tipo de adjetivo, quase sempre os piores possíveis. Penso que a história sempre faz jus às pessoas. Muitos presidentes passados do Inter também sofreram deste bullying. Desde os grandes Carlos Stechmann, Eraldo Hermann e Frederico Balvé, até nosso papa-títulos Fernando Carvalho, todos, que me lembro, sofreram perseguições injustas. No Grêmio, lembro, o próprio Hélio Dourado foi chamado de pão duro na época da construção do Olímpico Monumental. O presidente Odone que concretizou o sonho gremista de um novo estádio recebeu adjetivos impublicáveis, e ainda os recebe até hoje. Chamam isso de fogo amigo. Mas um fogo amigo injusto dirigido à pessoas abnegadas. Em minha opinião, um presidente de clube de futebol é um abnegado.
Não tenho dúvidas de que Luigi tem dificuldades de escolher seus principais assessores. As questões políticas não produzem bons gestores. Veja os que já estiveram junto a ele desde o início de sua gestão. Os bons não se envolvem nisso. Somente agora, me parece, conseguiu uma boa dupla para o futebol, o Souto e o Medeiros. Ainda tem uns ruídos de linha, mas nada que não possa ser consertado. De qualquer forma, o certo é um gestor de futebol remunerado. O clube apenas ganharia com isso. É melhor para tudo, até para demitir caso seja necessário. Mas esta dificuldade não o impede de fazer uma das melhores gestões administrativas que o Inter já teve. Luigi já resolveu imbróglios de toda natureza. Oscar e o contrato com a AG são exemplos. Tá certo que contratou muitos jogadores e técnicos que em nada acrescentaram ao Inter. Isto eu imputo aos “assessores”. Mas tem méritos quando decidiu manter D’Alessandro, a referência do time, quando todos diziam que ele estava velho ou queria ir para a China, Forlán, Damião, renovar com Índio, contratar Juan, etc. Acertou quando contratou Dunga. Todos são indiscutíveis. E acerta quando não mais joga dinheiro do clube fora, contratando por contratar. Parece que só ele vê que o clube não tem o Beira-rio este ano, grande fonte de renda. E que com ou sem o estádio, o clube precisa se manter. Logo, não se pode gastar à toa um palito de fósforo.
Em resumo, nosso presidente, da forma como costumo pensar, pode não ser um expert em futebol e ser dependente de outros neste assunto, mas está corretíssimo na forma de conduzir o Inter e seus negócios, como quem conduz sua casa, com zelo e amor. E agora, mantendo os principais jogadores, aqueles que são referências para o time, e com contratações pontuais que de fato acrescentem, como a de Jorge Henrique, por exemplo. Penso que Luigi está certo em tentar manter 2013 sem grandes traumas para o clube, pois 2014, de casa renovada, com liquidez financeira, e com uma administração profissional do futebol, novos grandes títulos virão.