Hiltor Mombach

Caso Guerreiro deve ir para apreciação do Conselho Deliberativo

Caso Guerreiro deve ir para apreciação do Conselho Deliberativo

O caso Guerreiro está entregue à Comissão para Assuntos Legais e Estatutários do Grêmio. Que deve dar seu parecer em breve. Abre-se agora nova questão. Se o parecer será definitivo, atendendo o requerimento feito pelo Grêmio do Prata pela exclusão do ex-presidente no tempo da parceria com a ISL dos quadros associativos do Grêmio, ou pela manutenção de Guerreiro nos quadros, ou se será submetido ao entendimento do Conselho Deliberativo.
Este blogueiro informa que haverá pressão para que seja apreciado pelo Conselho Deliberativo.

Última apreciação foi arquivada. Do Correio do Povo de 14 de agosto de 2007.


"O relatório elaborado pela Comissão de Ética do Grêmio sobre o Caso ISL foi arquivado. Em uma reunião que se arrastou por quatro horas, a maioria dos mais de 200 conselheiros presentes - foram 115 votos pelo arquivamento contra 89 pela votação imediata - optou por não ouvir o conteúdo do documento que tratava da gestão do ex-presidente José Alberto Guerreiro na questão. Na hipótese de o processo que corre na Justiça analisando o caso decidir pela condenação do dirigente, ele será excluído do quadro social do clube. ’Confesso que é um alívio. Hoje as coisas foram colocadas nos seus devidos lugares. Esta era uma ação política que nada tinha a ver com a verdade’, disse ele.

A proposta de arquivamento foi apresentada pelo ex-presidente Fábio Koff - e apoiada pelo atual, Paulo Odone - e surgiu como alternativa em uma reunião na qual se avizinhava uma disputa entre dois grupos, a favor e contrários a Guerreiro. A decisão dividiu os conselheiros. ’É uma desmoralização. Nem sequer lemos o relatório’, afirmou Luiz Vallandro. ’Acredito que o pedido foi uma observação técnica e correta. Não cabe a nós julgar quem vai ser julgado pela Justiça’, diz Odone.

O número de vagas ocupadas no estacionamento do Olímpico indicava que a reunião no Conselho teria uma participação acima do usual. Para evitar a derrota, tanto os grupos políticos pró como contra o ex-presidente compareceram com vários representantes.

Durante o dia, pairou a expectativa de que uma ação judicial impedisse que qualquer decisão fosse tomada no encontro, fato que acabou não se confirmando. Restou aos dois lados argumentar contra e a favor da votação. Contra a votação estavam os conselheiros contrários a Guerreiro, que alegavam ser necessário esperar uma decisão da Justiça sobre o Caso ISL. A favor estavam os conselheiros favoráveis ao ex-presidente, sugerindo que a questão não poderia mais se arrastar, uma vez que os fatos analisados são de conhecimento de todos."