Hiltor Mombach

Caso Oscar, evolução nos bastidores



Do blogue do Perrone / 24.03.2012

Leia abaixo depoimento de Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana, sobre suposta operação da CBF para tirar Oscar da partida do Inter pela Libertadores, na quarta, como forma de castigar a Federação Gaúcha. Gaúchos, baianos, cariocas, mineiros e paranaenses se rebelaram contra o domínio da Federação Paulista na confederação.

“A CBF usou o Osar para retaliar a Federação Gaúcha. Se acontece com um clube do meu Estado, eu levo o caso ao STJD. A confederação fez tudo muito rápido para tirar o Oscar do vestiário e prejudicar o Inter.
Esses comunicados sobre ordens da Justiça normalmente precisam ser assinados pelo presidente da confederação. Como o José Maria Marin assinou se estava em Brasília na quarta? Mandaram o comunicado [de que a Justiça havia determinado que fosse retomado o vínculo do jogador com o São Paulo para o Inter depois das 18 horas, assim não dava mais tempo de o Inter tentar uma liminar e no STJD e escalar Oscar.


Mas acontece que o BID (boletim da CBF que serve para regularizar os jogadores) ficou pronto por volta das 12h. Se tivessem notificado o Inter em seguida ele conseguiria ir ao STJD.
E ficou tudo mais fácil porque houve uma mudança na gerência de Tecnologia da Informação da CBF, que também cuida desses processos. Mandaram o gerente embora, colocaram outro que é orientado pelo pessoal que cuida desse setor para a Federação Paulista.
Então, foi feito tudo de um jeito que atingisse o Francisco Novelletto [presidente da Federação Gaúcha e um dos líderes do movimento rebelde. Mais um motivo para questionarmos a ingerência da Federação Paulista. Não temos nada contra o Marin, mas todas as federações tem que ser tratadas de maneira igual.”

Marin não atendeu aos telefonemas do blog para falar sobre o assunto.

Evolução.

O presidente da FGF, Noveletto, diz ter recebido e-mail do ex-superintende da CBF por 20 anos,  Marco Antônio Teixeira, demitido da CBF 10 dias antes do Teixeira renunciar. No e-mail, Teixeira teria relatado ser impossível um processo andar tão rápido, sair de um determinado local às 16h30, chegar a FPF, ter entrado na CBF e às 18h30 ser publicado pela CBF. Pode acontecer, mas só quando a CBF quer muito. Parece que queria.