Hiltor Mombach

Catar exposto via futebol

É muita ingenuidade pensar que uma Copa, ou uma Olimpíada, encubram a podridão de um país, qualquer que seja.

Os jogadores da seleção da Alemanha taparam a boca antes de entrar em campo como uma forma de protesto contra a proibição o uso da braçadeira de capitão da campanha “One Love”.
Os jogadores do Irã não cantaram o hino nacional antes da partida como uma forma de apoio às manifestações contra o regime teocrático do Irã. A seleção da Inglaterra entoou o “God Save The King” (“Deus Salve o Rei”, em tradução livre) e se ajoelhou em sinal de protesto contra o racismo.
Estas foram algumas das manifestações na primeira semana de Copá do Mundo no Catar.

A Copa do Mundo no Catar levantou outras polêmicas, como as péssimas condições trabalhistas das pessoas que construíram os estádios para o Mundial. 
A Copa que o Catar comprou, segundo minissérie da Netflix, como uma "oportunidade incrível para melhorar os padrões de bem-estar" está saindo pela culatra.
Nunca o país foi tão exposto.
É muita ingenuidade pensar que uma Copa, ou uma Olimpíada, encubram a podridão de um país, qualquer que seja. O Catar está sendo virado ao avesso. Resta saber se alguma coisa mudará.