Catar teria pago US$ 20 mi por Copa
JAMIL CHADE - Enviado especial - O Estado de S.Paulo
ZURIQUE - O Catar teria pago pelo menos US$ 20 milhões para conquistar votos para sediar a Copa de 2022. A denúncia, feita pelo presidente da Concacaf (confederação centro e norte-americana de futebol), Jack Warner, repercutiu nesta segunda-feira na imprensa alemã e provocou uma reação de ex-funcionários da Fifa que se dizem fartos da corrupção e prometem apresentar nesta terça contas bancárias, transações e passaportes das pessoas envolvidas que confirmam o pagamento do suborno.
De acordo com a denúncia, os beneficiados pelo suborno seriam Julio Grondona (presidente da Associação Argentina de Futebol), o paraguaio Nicolas Leoz (mandatário da Conmebol, a confederação sul-americana), o guatemalteco Rafael Salguero (que possui um cargo diretivo na Concacaf) e Issa Hayatou (presidente da Confederação Africana de Futebol). Cada um teria recebido US$ 5 milhões. Todos negam as acusações.
A nova denúncia aprofunda a crise na Fifa que, nesta quarta, tem marcada sua eleição para presidente. O atual mandatário, Joseph Blatter, insiste que "não existe uma crise", não investigará a situação do Catar e que irá adiante com a eleição, apesar de ser o único candidato.
Nos últimos dias, a Fifa vem sendo tomada por uma série de acusações de corrupção, envolvendo mais de um terço dos membros do Comitê Executivo da entidade e, agora, o próprio presidente Blatter.
