Hiltor Mombach

"Chega de acadelamento"

"Logo após a Páscoa iremos representando o Grupo Indignação Colorada ao Rio, à sede da CBF..."

O  texto que segue é de Carlos Marun, advogado, engenheiro e ex-deputado federal.
“Há pouco mais de um mês, em 25/2/2021, coroou-se a conspiração criminosa que tirou o título do Brasileirão do Internacional. Fomos roubados e temos convicção que tratou-se de crime doloso. Ou seja, esteve presente a intenção. Nos nossos últimos três jogos aconteceram ‘erros’ claros, praticados por juízes que tiveram a oportunidade de rever os lances no VAR. 
A saber: 1) Jogo Inter x Vasco. O pênalti de Cuesta não aconteceu; 2) Jogo Flamengo x Inter: falta de Rodinei não foi para a expulsão de um jogador que não tinha sequer amarelo e 3) Jogo Inter x Corinthians: pênalti claro e corretamente marcado pelo juiz, que depois foi convencido pelo VAR a mudar sua decisão. 
Se fosse um erro, vá lá... Porém, três ‘erros’ claros cometidos em prejuízo de um clube candidato ao título nos três últimos jogos decisivos e todos com chance de serem conferidos pelo VAR, não podem ser incluídos no grupo das ‘meras coincidências’. Temos convicção de que aconteceu um crime onde participaram executores e mandantes. Não acusamos a instituição Flamengo, mas são muitos os interesses envolvidos. 
E qual a reação a tudo isto? Pouquíssima. A CBF faz de conta que nem é com ela o problema. A imprensa, que no início até atestou os ‘roubos’, faz questão de não falar mais disto. A diretoria do Inter parece não querer se incomodar porque protestar ‘não vai dar em nada’.
Temos que protestar sim, nem que seja para que este crime fique na história do futebol brasileiro como ficou o assalto de 2005. E que só entrou nesta história em função da reação altiva de nossa diretoria de então. É verdade que a taça não veio para o Beira Rio como seria o correto, e até que ao final tivemos que recuar, chantageados que fomos pela CBF, mas pelo menos temos o conforto de vermos aquele episódio como um símbolo da desonestidade no futebol.
De nossa parte, seguiremos na nossa luta. Logo após a Páscoa iremos representando o Grupo Indignação Colorada ao Rio, à sede da CBF, para expressar nossa revolta. Iremos três advogados, um ex-delegado da Polícia Federal acostumado a lidar com a criminalidade. Queremos ouvir especialmente os áudios dos ‘debates’ que levaram o juiz de campo a voltar atrás naquele pênalti de Ramiro. 
Temos convicção de que, ouvindo este áudio, conseguiremos identificar os agentes que agiram naquele caso. Em não nos sendo autorizada esta escuta, iremos ao STJD pleiteando este direito. Chega de ‘acadelamento’. 
Quem não briga por seus direitos não merece tê-los. Somos seguidores de Rui Barbosa. Como ele, pensamos que ‘maior do que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado’. Protestar é preciso! Dá-lhe Inter!”