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De um lado Ganso, Pato, Kaká e Alan Kardec; do outro, Luan, Dudu e Barcos. Quando o futebol tem lógica, dá o que deu na Arena no sábado, São Paulo, 1 a 0. Ganhou o time mais técnico, equipado. Esta é a verdade inquestionável. A propalada imortalidade e a consagrada garra do Grêmio não têm bastado vai algum tempo. Está mais do que na hora de a direção montar um time. Não um time qualquer, mas um time que dê a certeza ao torcedor de que dará para brigar por título. Quando vai razoavelmente bem nos últimos anos o Grêmio lembra aquela história da vaca que estava em cima de um poste. Ela estava lá, mas ninguém sabia como havia chegado lá. A campanha comandada por Renato Portaluppi que garantiu uma vaga na Libertadores é um exemplo disto. Chega de tentar tirar leite de pedra. O Grêmio teve raça, brio, foi heroico no sábado, contou com apoio de mais de 46 mil gremistas, mas faltou futebol para encarar o São Paulo e ganhar. Faltou qualidade técnica.Há uma eleição presidencial pela frente em outubro e são muitos os candidatos. Não se pede que o vencedor abra mão do repetitivo discurso dando conta das façanhas do Grêmio, da imortalidade do clube, da garra Tricolor. O que se pede é que se justifique tais qualidades montando um baita time. Como? Ora, o candidatos que não souber como não deveria ter se candidatado.