Hiltor Mombach

Chinesinho, por um amigo

Chinesinho, por um amigo

Prezado Hiltor.
Tomei a inciativa de enviar-lhe este e-mail pelo simples fato de lhe considerar um grande jornalista, onde destaca-se a sua inteligência e sua coerência. Muito lhe admiro.
O assunto é de um amigo meu de infância conhecido como Chinesinho, que faleceu ontem, sábado, dia 16, na Praia do Cassino, em Rio Grande, aos 76 anos.
Sempre acompanhei a sua trajetória no futebol. Porisso, permito-me discordar do artigo publicado neste domingo, dia 16, no Correio do Povo, quando diz ter ele ter nascido em 15 de setembro de 1935 e da doença resultante de seu falecimento. Ele nasceu no primeiro dia do ano de 1935 e a causa de seu óbito foi o agravamento por fato de ter sofrido vários AVC, conforme declarações de seu médico que, por sinal, é meu cunhado. Gostaria que isso ficasse esclarecido.
Ele começou a sua carreira como profissional no Rio-Grandense Futebol Clube, da cidade de Rio Grande.
Em 1955 foi negociado com o Sport Club Internacional ficando até 1958.Nessa época, ou seja, 1956, foi campeão Pan-Americano de futebol na famosa seleção dos gaúchos, sendo um dos destaques da equipe, para em 1958 ser vendido a Sociedade Esportiva Palmeiras.
Nesse clube foi o maestro na conquista do campeonato paulista de 1959, desbancando o time do Santos. com Pelé e cia. Sempre foi enaltecido como o dono do meio campo pelo próprio Pelé, Djalma Santos (seu cumpadre) e o seu maior fã, o Rivelino.
Há um CD cantado pelo Germano Mathias em que o enquadra na escala de Pelé, Garrincha e Canhoteiro, quando da posse da bola. Ou seja, entortavam qualquer um.
Hiltor, o mestre Ademir da Guia apenas começou a jogar no time principal do Palmeiras quando o Chinês foi para a Itália, pois sempre foi seu reserva.
Em 1962 foi vendido ao futebol italiano, sendo que o dinheiro de sua venda proporcionou a reforma total do Estádio Parque Antartica.
Lá na Itália, nos times que jogou sempre foi a maior estrela. Tendo, inclusive, sido o criador do nosso carasco Paulo Rossi (foto em anexo), jogador que sempre enviou mimos ao Chinês, comprovando a sua gratidão para com ele. Como, também, que o Pavaroti, por ser seu grande fã, cantava para ele. E, que um jornal italiano colocou em manchete: CHINEZINHO O DEUS DE MILÃO.
Tudo isso irás comprovar pelo CD que estarei te enviando, via Correio do Povo, em que copiei algumas reportagens de jornais daqui e, especialmente, da Itália, a fim de que possas ter conhecimento da grandeza que foi esse jogador.
Abraços.
Engenheiro Diniz Maciel da Silva