Hiltor Mombach

Coisas muito sérias

Grande Hiltor:


Saudações pelo retorno e pelas tuas primeiras bombas...


Aproveito para algumas observações:




  1. 1. Ninguém falou ou perguntou: como é mesmo que o jovem corintiano conseguiu passar pela vigilância aeroportuária levando sinalizadores, pois ele disse que comprou ainda em São Paulo. Estariam em sua mala despachada no “check-in”? Mas, em qualquer das duas alternativas, as coisas estão mal explicadas e mais complicadas. Já estamos viajando com “homens-bombas” nos nossos aviões????




  2. 2. E quem pagou sua passagem???




  3. 3. Sendo menor, ele viajou com autorização paterno-materna???




  4. 4. GAUCHÃO: ou muda a modalidade ou uma competição que tem tudo para ser interessante, sendo considerada a terceira do país, está iniciando sua trajetória para o abismo. A propósito, emendando uma coisa com a outra, será que não se deram conta que só no Rio Grande do Sul é que existe essa diferença abissal entre a dupla Grenal e os demais participantes?




  5. 5. Daí, a fácil explicação para o cinco a zero de ontem e que se fosse no Beira-Rio terminaria nos 8x1 que a dupla CaJu levou em decisões anteriores.




  6. 6. Repare-se que, em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e algum outro estado, os campeões se alternam, existindo, no mínimo, três grandes forças – o que nós não temos. Até mesmo em Minas, com Atlético e Cruzeiro, de quando em vez o América ou um Ipatinga chegam a botar a mão no caneco. Por aqui, depois dos 44 anos do Renner, que nem era do interior e dos 59 anos do Riograndense de Rio Grande, último interiorano a levantar um título (sob outra formatação de disputa), apenas Juventude (1998) e Caxias (2000) conseguiram ser campeões. E já vai para treze anos!




  7. 7. Como pode a distribuição de verba da Televisão ser tão mesquinha e aviltante para com os clubes do Interior?




  8. 8. E o “Banco de Todos os Gaúchos” só patrocinar a dupla Grenal que, ainda assim, tem se mostrado insatisfeita?




  9. 9. Um salário de só uma “estrela” colorada ou gremista paga a folha de dois clubes do interior se forem de porte maior. Se menor paga a de quatro e assim por diante.




  10. 10. Note-se que os estádios cada vez mais vazios, a ponto de, em alguns jogos, não ter mais do que cem testemunhas...




  11. 11. Colaborando para isso, a infeliz e maldosa denominação de “Campeonato Mau Caráter”, utilizada, anos e anos, por um conhecido ex-comentarista.




  12. 12. E de “Ruralito” por um dirigente ainda atuante, justificando-se quando seu clube não era o campeão do ano.




  13. 13. Ou o Gauchão muda, ou vão ter que jogar com o estádio vazio, mesmo que os portões fiquem abertos. Ou, então, liberar os ingressos, tornando-os gratuitos.




  14. 14. Quais os clubes do interior que ainda poderão se sustentar e sustentar tal aflitiva situação de alto risco?




  15. 15. Por isso que, erroneamente, a maioria só joga durante três meses e depois fecha para balanço, poupando para o ano seguinte – com o que não estou de acordo. Times de futebol são para jogar o ano inteiro. Caso contrário, suas torcidas migrarão, fatalmente, para os maiorais os quais sabemos quem são. E quantos sócios poderão ter passando nove meses sem atividades? Que tipo de publicidade poderão pretender ostentar?




É matéria para profunda e séria reflexão. Até mesmo nos programas de debates da Guaíba.


Com abraços de um preocupado torcedor,


Chico Michielin