Os dirigentes de futebol brasileiros padecem de coitadismo crônico. Está bem, há exceções. Fábio Koff é uma delas. Por não se prestar à bonifracia (o neologismo é meu) está sendo escanteado. Sabe como é, o requisito número um é ser da turma. Quando há eleição na CBF, por exemplo, lembro de uma canção de Chico Buarque, “Folhetim”, que adapto: “Se acaso me quiseres/ Sou desses dirigentes, que só dizem “sim!”/ Por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim...”.
Mas pensei que havia um limite, que a dignidade algumas vezes aflorasse, ou que o servilismo não fosse tão escarrado. O que você vai ler a seguir está no blog do Perrone: “A cena aconteceu no evento da Globo para celebrar o novo contrato de transmissão do Brasileirão. Um dos cartolas se aproximou da mesa em que estavam executivos da emissora e disse: “Vou cumprimentar nossos patrões”. “Patrões não, eles são gângsteres”, disparou Andrés Sanchez em tom de brincadeira”.
Percebi, e posso estar equivocado, sinais de visível subserviência em alguns casos da recente renovação de contrato com a Plim-Plim. Não posso imaginar um cartola, e aqui imagino tratar-se de um cartola clubístico, se achando empregado de qualquer televisão quando deveria se dar o contrário. Afinal, haveria Brasileiro sem a televisão, mas não sem os clubes.
