Hiltor Mombach

Coitadismo crônico.

Nada mudou da CBF. O dinheiro continua mandando

Os dirigentes de futebol brasileiros padecem de coitadismo crônico.
Já tivemos exceções.
Fábio Koff era uma delas.
Por não se prestava à bonifracia (o neologismo é meu).
Acabou escanteado do Clube dos 13. 
Sabe como é, o requisito número um é ser da turma.
Quando há eleição na CBF, por exemplo, lembro de uma canção de Chico Buarque, “Folhetim”, que adapto: “Se acaso me quiseres/ Sou desses dirigentes, que só dizem “sim!”/ Por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim...”
Retomo porque Ednaldo Rodrigues foi eleito o novo presidente da CBF. O que você vai ler a seguir está no site do Globo. 
 "Ao longo do ano passado, os presidentes das federações – responsáveis pela maioria do colégio eleitoral da CBF – receberam sucessivos aumentos nos pagamentos mensais que recebem da entidade nacional.
Contracheques obtidos pela reportagem mostram que pelo menos dez presidentes tiveram seus salários aumentados de R$ 20 mil mensais para R$ 50 mil e depois para R$ 70 mil mensais.
o fim ano passado, tiveram direito ao bônus que a CBF paga para seus funcionários e diretores.
Assim, faturaram R$ 160 mil em outubro, R$ 195 mil em novembro e R$ 215 mil em dezembro.
Ao longo do ano, faturaram R$ 860 mil brutos."