Romildo assumiu o clube em 2015 com um déficit de R$ 37,7 milhões. Pela venda de direitos de TV, o Grêmio recebeu em 2016 uma grana alta. Do balanço: “Não fosse os R$ 100 milhões de receitas extraordinárias o clube apresentaria um déficit anual de R$ 60 milhões, ou exatos R$ 5 milhões por mês”.
Já em 2016 veio a Copa do Brasil, quebrando um jejum de 15 anos sem taça. Seguiu-se uma Libertadores e uma Recopa. Os títulos, uma vitrina, alavancaram as negociações. Na sua gestão entraram cerca de R$ 800 milhões em venda de atletas.
Após anos de superávit, 2022 terminou com déficit de R$ 96 milhões. Na Segundona, o clube deixou de arrecadar R$ 100 milhões.
A nova realidade e antes que entre algum dinheiro da Liga aponta para cortes em todos os setores. Três áreas estão saudáveis no momento: arrecadação junto aos sócios, a lojinha e os patrocínios.
Não se espera atraso na folha de pagamento. É possível que as finanças melhorem sensivelmente no segundo semestre, mas a previsão é de fechar a temporada com déficit de R$ 49,5 milhões.
Com déficit de R$ 96 milhões, Grêmio fará cortes
A nova realidade e antes que entre algum dinheiro da Liga aponta para cortes em todos os setores. Três áreas estão saudáveis no momento: arrecadação junto aos sócios, a lojinha e os patrocínios
