Análise Econômico Financeira dos Clubes de Futebol Brasileiros/2018 do Itaú BBA, realizado sobre as contas de 2017, apontou o seguinte.
“O Grêmio é um exemplo de como um clube pode se organizar financeiramente e ter resultados esportivos.
Um dos primeiros clubes a ter a figura de um CEO que atuava com certa independência da influência política, o Grêmio iniciou o processo de reorganização das finanças em 2014, para a partir de 2015 operar com geração de caixa positiva. Controle de custos, formação de elenco dentro das possibilidades, com muitos atletas da base ou “apostas” de baixo custo.
Uma boa gestão esportiva trabalha junto com a boa gestão financeira. Dívidas equilibradas, investimentos feitos dentro das possibilidades, custos caminhando de acordo com as receitas recorrentes...”
Nesta semana os conselheiros ouviram que o clube alcançou um resultado superavitário pela terceira vez consecutiva, com recorde de R$ 54 milhões. A receita bruta, também histórica, bateu nos R$ 402 milhões.
Grandes clubes intercalam ótimos e maus momentos. Com o futebol num crescente desde 2015 o Grêmio viu projetados internacionalmente vários jogadores. Colocou canecos importantes no museu e ganhou muito dinheiro. Outras instituições passaram por fase assim e aqui lembro do Internacional de 2006 até 2010, período em que arrecadou cerca de meio bilhão de reais com a venda de atletas, disputando com o São Paulo quem arrecadava mais em exportações de pé de obra, e empilhou títulos.
No acumulado até setembro de 2018 o Grêmio já havia faturado quase R$ 122 milhões com a venda de atletas. Invariavelmente, desta fonte nem sempre jorra tanta grana, embora o clube tenha mais um cheque em branco na Arena, o garoto Everton, agora mostrando o seu talento também na Seleção Brasileira.
Obviamente que por tudo isto já seria possível afirmar que o Grêmio vive um momento histórico. Porém há um dado que quase sempre passa despercebido do torcedor e que torna a fase tão especial. Houve uma redução de mais de 67% no endividamento bancário e diminuição em 32% no passivo circulante. Acho pouco provável que o Grêmio, ou qualquer outro grande clube do pais, seja autossustentável um dia. Mas ter as finanças sob controle já é um passo daqueles.
Alguém me disse que se Romildo Bolzan escolhesse hoje um poste para concorrer para presidente, o poste ganharia. O exagero é para demonstrar o prestígio alcançado por ele e que levou o clube a mudar o estatuto primeiro para permitir um mandado de três anos e, agora, para possibilitar um terceiro mandato. Também ouvi de gremistas influentes que o Grêmio vive um dos seus melhores momentos desta a fundação, em 1.903.
É permitido cogitar que o clube não passará por turbulências nos próximos quatro anos, este e os três do próximo mandato. Quem te viu e quem te vê, Grêmio! Com o experiente José Alberto Guerreiro conheceu o inferno. Com o noviço Romildo bateu no céu.
Com o experiente Guerreiro o Grêmio conheceu o inferno. Com o noviço Romildo bateu no céu.
Análise do bom momento vivido pela instituição
