Hiltor Mombach

Com Romildo. Via WhatsApp

No momento em que escrevo esta coluna o Grêmio reluta em vender Marcelo Grohe.
Começo assim porque pode negociar hoje ou anunciar que o goleiro permanece até 2020.
Lembrando que o Al-Ittihad ofereceu três milhões de dólares pelo goleiro, cerca de R$ 11,6 milhões.
No quadro financeiro atual esta soma não inflói nem contribói para os cofres do clube, superavitário na temporada.
Verdade seja dita: ninguém da direção, e muito menos o site, confirmou publicamente a saía de Grohe.
As saídas do meia Douglas, do zagueiro Bressan e do goleiro Grassi foram anunciadas pelo clube nas redes sociais.
Quem confirmou foi Renato. Transformado em vice de futebol, em Duda Kroeff, o treinador atropelou:
“Ele saiu porque quis. Achou que era um grande negócio para ele. É aquilo que falei.
Os jogadores do Grêmio estão bastante valorizados.
É normal interesse de outros países.
Eu já sabia da saída há alguns dias”.
Enquanto Romildo se esforça para desfazer aquilo que rotula de boataria, informando a este colunista via WhatsApp que o Grêmio tem o desejo da permanência do goleiro, mas depende de “oficializar uma situação” (não revela qual), o mercado segue agitado pelas bandas da Arena.
Não respondeu se esta “situação” seria uma oferta maior do Al-Ittihad.
Não perguntei, mas também pode estar sendo negociado um aumento para Grohe.
Arrependido, o Grêmio não coloca mais o nome de Luan para negociar no mercado brasileiro. Nem para venda, nem para troca. O atacante poderá ir para o exterior.
Há ofertas ainda por Kannemann.
Quem não quer ter um zagueiro assim no time?
Coloquei para Romildo a seguinte situação.
Se, se o clube vender Grohe, terá negociado três titulares absoluto (Arthur hoje brilha no Barcelona e Ramiro jogará pelo Corinthians) do melhor Grêmio dos últimos tempos.
Nesta hipótese, venderá mais alguém do grupo principal?
O presidente não responde nem sim, nem não.
Tentará impedir as saídas e reforçar a equipe para 2019.
Perguntei ainda se ele estava surpreso com as manifestações do torcedor pela permanência de Grohe.
Não vi isto quando das saídas de Arthur e Ramiro: “Fiquei orgulhoso pelo Marcelo.
Ele merece”.
Acho, praticando achômetro, que o berro do torcedor via redes sociais abortou a ida de Luan para o Cruzeiro e fez o Grêmio repensar a venda de Grohe.
Ficou evidente um princípio de desmanche. Para piorar, envolvendo pratas da casa, jogadores identificados com a instituição.
Até os quero-queros de Osório sabem que o time treinado por Renato vem num declínio.
Não sei se bateu no teto em 2017, quando foi tricampeão da Libertadores.
Porém é notório que em 2018, principalmente no segundo semestre, o Grêmio não foi o Grêmio de 2017.
Sobre dinheiro.
Foi registrado um superávit recorde de R$ 69,8 milhões no acumulado de janeiro a setembro desta temporada, o maior da história do Grêmio segundo dados da direção.
Neste momento, é um dos raros clubes brasileiros com boa saúde financeira.