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Não vou começar pelo Inter, submetendo o São Paulo de Rio Grande ao rodapé. Começo pelo fim. Coisa linda ver um representante do Interior quase lotar o espaço destinando ao seu torcedor no Beira-Rio. Impressionante ver um time afundando numa crise financeira sem precedentes ocupar o quarto lugar do Gauchão. Raro assistir um time interiorano não se assustar com um gol no começo da partida e promover um empate glorioso. Não é toda tarde que se vê um atacante de 1,73m colocar uma bola nas redes de Alisson, goleiro de Seleção. Eliemar Lopes Lima, Cidinho, saltou com Arthur, 1,77m, para empatar de cabeça. No miolo da zaga, rendidos, ficaram Réver (1,92m) e Ernando (1,84m). É gratificante ver que em futebol não há jogo jogado e que continua valendo o velho clichê de que quem não fez, leva. Em alguns momentos tivemos meia-linha no Beira-Rio, com o time de Argel, empilhado de meio-atacantes, dominando por inteiro o compenetrado e corajoso São Paulo. Não há justiça ou injustiça em futebol: vale o resultado e ponto final. O São Paulo veio, viu e empatou. Complicou a vida do Inter. Por esta Argel e seus comandados não esperavam.