Hiltor Mombach

Começou mal / Por uma nova ordem política no Conselho do Grêmio.

Um dos primeiros atos de Milton Munhoz Camargo como novo presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio foi enviar ofício batendo de frente com Koff.
A relação entre os dois poderes começou mal.
O CD havia marcado para o dia 21 um “painel acerca do projeto Arena”. Koff alegou que o evento “poderia macular o pacto de confidencialidade e causar irreparáveis prejuízos financeiros ao Grêmio”.
Milton adiou o evento “em nome da harmonia” mas registrou que o “painel programado não representa qualquer risco às negociações”. Sobre as palestras diz:
“Meu entendimento é que o compromisso de sigilo do Conselho Fiscal não é quebrado quando seus pronunciamentos são dirigidos aos  conselheiros, ainda mais quando versam sobre questões que já foram objeto de deliberação e conhecimento do CD”.



Em 30/07/2013, Antonio Dutra Junior, sócio desde 2006 e integrante do Movimento Grêmio Vencedor, escreveu um artigo para o site do MGV que levou o título de


Por uma nova ordem política no Conselho do Grêmio.


Saudações Tricolores.


O Grêmio não vive. O Grêmio sobrevive.


A frase é forte, eu sei. Mas é exatamente isso.

Nosso clube está em permanente conflito político, disputado por nada menos do que dezesseis movimentos.

A implosão do poderoso River Plate se deu justamente quando este contabilizava dezenove movimentos políticos. Não bastasse a quantidade excessiva de correntes e pensamentos para um mesmo propósito, estamos sufocados por eleições que ocorrem praticamente todos os anos.

É demais, para qualquer clube.

É até chato falar sobre isso quando o assunto é torcida única, postura da BM, etc.

Mas eu considero menos oportunista do que esperar por resultados positivos dentro de campo para trazer o assunto a tona.

O processo eleitoral já está deflagrado para as eleições do Conselho Deliberativo que vão ocorrer em 28 de setembro. Ao menos uma chapa já foi lançada oficialmente e em breve outras serão lançadas.

Eu acredito que o desejo individual de cada gremista em ser protagonista dentro do clube é legítimo.

Porém, acredito que existem várias formas de se atingir este objetivo, em que pese o clube tenha ainda uma postura fechada em relação a receber contribuições de gremistas que não estejam diretamente relacionados com a gestão, um comportamento histórico de todas as direções que tivemos até hoje. Não é nada fácil ajudar. Muitas pessoas se fecham em si próprias, colocando seu ego acima dos interesses do clube. Estamos lutamos contra isso.

Já escrevi antes: o maior desafio da atual gestão é criar mecanismos para que o Grêmio seja gerido de forma a evitar o nocivo personalismo. A ideia de que “na minha vez, eu faço do meu jeito”.

O Grêmio precisa de um modelo de gestão que minimize a necessidade de salvadores da pátria e do caciquismo.

E este foi um dos principais pilares da campanha que elegeu a atual diretoria.

“Sabendo que não há solução sem união e gestão, o Grêmio passará por um choque de gestão. Trata-se de um trabalho que parte da união de cima para baixo. Ou seja: um caminho que é maior do que qualquer pessoa ou grupo. Esse choque prevê uma mudança na estrutura organizacional do clube e a implantação de planejamento estratégico e de governança corporativa. Também serão criados planos de negócio para Marca & Marketing, Futebol Profissional & Categorias de Base e Fundos de Investimento. O plano de negócios da Arena será respeitado e aperfeiçoado. Também serão adotados rigorosos controles de orçamento e dos fluxos de caixa.”

Pois a mesma base de eleitores, associados gremistas, que deu sustentação a este plano, precisa estar novamente mobilizada para as eleições dos seus representantes junto ao Conselho Deliberativo em 28 de setembro.

Mudanças estruturais são necessárias para o futuro do clube.
Mudanças que exigem alterações estatutárias.
Mudanças que somente serão feitas - no tempo em que o Grêmio necessita - com o apoio do CD.

A atual gestão conta apenas com aproximadamente 30% de conselheiros que estão alinhados com suas ideias.

Sem um maior apoio junto ao Conselho Deliberativo, Fábio Koff terá imensas - e talvez intransponíveis - dificuldades em concluir as mudanças de que o Grêmio tanto precisa.

Por coerência e por necessidade, é fundamental que o associado leve em conta este fato nas próximas eleições.