Hiltor Mombach

Cometa Noia

O Noia é o cometa mais conhecido do Brasil na atualidade.
Mais do que o Halley.
Cometas como o Noia passam de 100 em 100 anos.
Quando passam.
O Juventude levou a taça em 1998 com o patrocínio da Parmalat.
Até os quero-queros de Barão, terra dos Vier, sabiam que o Caxias seria campeão regional um dia.
Tem estádio e torcida.
Não é grande, mas tem pinta de grande.
E contava com Tite em 2000.
O Noia tem um estádio que não foi liberado para as finais.
O vice de futebol, Everton Cury, pensou em levar o jogo da semifinal contra o Grêmio para outro estádio: “Estamos desistindo da nossa torcida.”
O torcedor do Noia comprou apenas 1.232 bilhetes.
Só de 100 em 100 anos se monta um time assim, tão modesto mas tão encaixado que parece jogar junto há décadas.
Nem nos próximos 100 anos uma equipe com folha salarial inferior a R$ 200 mil erguerá a taça outra vez, dobrando os gigantes milionários Inter e Grêmio.
O Noia é o Noia porque é o Noia.
Se futebol tivesse alguma lógica, era fardar este time do Noia com a camiseta do Grêmio que dava Libertadores.
Ou com a camisa do Inter que a volta para a Série A já estava no papo.
Êta Noia danado este!
Vai ser bom assim aqui no RS.