O Inter começou a perder para o Juventude quando Zago escalou William no meio.
Cometendo uma verdade exagerada diria que entrou com 10: sem lateral-direito e sem um meia.
Aos 20min poderia estar 3 a 0 para o Juventude.
O excelente goleiro Danilo Fernandes levava o time nas costas com defesas milagrosas.
O segundo tempo seguiu no mesmo ritmo.
O companheiro Carlos Corrêa sugeriu relatar a partida nas páginas policiais.
Estava sendo cometido de um crime no Jaconi.
Por estas coisas do futebol o Inter melhorou após a justíssima expulsão de Charles e com a entrada de Carlos.
Eram 47min do segundo tempo, o crime estava sendo consumado quando o árbitro Diego Real entrou em cena.
Junio meteu o peito na bola e Real viu o irreal: bola no braço.
Pênalti!
Não há justiça ou injustiça quando o assunto é futebol.
Há o resultado e ponto final. Houvesse justiça e o Juventude teria goleado. Ganhou com um gol de pênalti que não existiu.
Mal escalado, o Inter perdeu para ele mesmo, para o árbitro e para um Juventude impetuoso e imensamente melhor.
Aumentou a ameaça de não passar entre os oito, o que seria um fiasco daqueles.
Quando o time parecia deslanchar, regrediu.
Zago começou com William e Roberson no meio.
Com um lateral e um meio-atacante para municiar os atacantes. Uendel, que vinha atuando no setor, foi para a lateral-esquerda.
Não havia outro lateral, certo.
Pergunto: não seria melhor ter mantido Uendel na posição onde vinha atuando bem e improvisado alguém na lateral?
