Hiltor Mombach

Como começa. E como termina

Como começa. E como termina

Do blogue do Paulinho www.midiasemmedia.com.br/paulinho/
Organização criminosa dá as ordens no Corinthians

Embora o departamento de marketing do Corinthians se esforce para ocultar a incompetência e a falta de transparência de sua diretoria, o tempo vem tratando de colocar as coisas em público da maneira como elas realmente são.
Muitas foram às decisões equivocadas que tratam de colocar o clube na difícil situação em que se encontra.
A aproximação com a torcida organizada, que a atual gestão observa como benéfica estrategicamente, na verdade tratou de submeter o Corinthians ao comando da facção criminosa que atua no estado de São Paulo, verdadeiros gestores hoje destas agremiações.
Motivo pelo qual não conseguem mais negar nenhum pedido que seja oriundo dessa gente.
Todos, inclusive os delegados e juristas do clube, temem as conseqüências de contrariar suas indicações.
Na última semana a demonstração de poder dessa gente se acentuou ao exigirem, dentro da sala do Presidente, a cabeça de um desembargador, responsável pelo departamento de futebol amador do clube.
Dois dias depois, fizeram mais exigências – e foram atendidos – de falar com os jogadores do Corinthians, mesmo com o treinador Adilson Batista sendo contra esta iniciativa.
Ontem no Pacaembu mandaram um recado direto para o delegado que tem medo, diretor de futebol do Corinthians.
“A cabeça dele, ou a sua”.
Gobbi não teve dúvidas e “sugeriu” a Adilson que sua situação no clube era insustentável.
Os únicos que não são atacados, pelo contrário, são protegidos pelos criminosos organizados são o presidente do clube, Andres Sanches e seu diretor administrativo, André Negão.
Não só por fazerem parte de uma mesma família moral, mas também porque honram o acordo que envolve dinheiro e facilitação para coisas erradas.
Sabe-se que sempre que um dos Gaviões da Fiel enfrenta problemas coma polícia, é o dinheiro de Andres Sanches que intervém para soltá-los.
Foi assim, segundo informações, com um integrante preso por narcotráfico e outro que teve o carro apreendido, mas logo depois foram liberados.
Andres Sanches entregou o Corinthians nas mãos da marginalidade contando com o apoio dessa gente nas arquibancadas e setores dentro do clube.
E o preço a ser pago por essa associação, além de não ser nada barato, ao que parece, começou a ser cobrado.