Hiltor Mombach

Como piorar o que já é ruim

O Gauchão cresce a cada ano.
Feito rabo de cavalo.
A caravana da miséria está cada vez mais miserável.
Conseguiram a façanha de montar um campeonato com as quartas de final sendo realizadas em jogo único.
Justamente na fase de mata-mata, que exige duas partidas, uma como mandante e outra como visitante, o regulamento marca jogo único.
Com jogo único, a arrecadação é dividida em 70% para o mandante e 30% para o visitante, percentuais retirados da renda bruta.
O Brasil de Pelotas levou R$ 70 mil do jogo contra o Lajeadense, que ficou com R$ 45 mil.
O Ypiranga levou R$ 50,7 mil e o Juventude R$ 35,2 mil.
Pouco dinheiro para todos.
Fora o prejuízo técnico.
Grêmio e Internacional quase ficaram de fora das semifinais.
O Ypiranga, time com a terceira melhor campanha na fase de classificação, não tem mais chance de reabilitação.
O bom senso mandava jogar primeiro em Caxias e depois em Erechim.
Não há datas para um mata-mata de dois jogos nas quartas?
Que se arrume outra fórmula.
O que não pode ser aprovado é um campeonato com prejuízo técnico e financeiro justamente quando começam os matas, na hora de os clubes do Interior verem a cor do dinheiro.