Hiltor Mombach

Como se dará a compra da gestão da Arena

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, estará em São Paulo nesta quinta-feira.
Foi convocado pelos bancos para uma reunião que poderá definir a compra da gestão da Arena.
Poderá, assim, no condicional.
Com certeza participarão  Banco do Brasil, Santander e Banrisul, podendo estar presente ainda Caixa e BNDES.
O Banco do Brasil foi o último a concordar com a negociação.
Caso seja definida hoje a compra da gestão, as partes terão um tempo para ajustes e redação do contrato.
É tudo o que o Grêmio quer para alavancar o número de associados.
A meta dos 100 mil pode deixar de ser um sonho hoje.
Sem nenhuma modéstia, antecipei em outubro do ano passado as bases do novo negócio.
Transcrevo abaixo.
Como antecipei que a Caixa teria interesse, pois emprestou R$ 300 milhões para a OAS tendo como garantia o Olímpico, um estádio que não era da construtora.
A direção do Grêmio está entusiasmada com a negociação.
E com razão.
Pelo novo acordo o Grêmio pagará aos bancos R$ 2 milhões/mês.
Dará como garantia parte da arrecadação junto aos sócios.
Deixará de pagar R$ 1,5 milhão  da migração dos sócios e ficará com a renda da bilheteria.
Vai poder pagar os R$ 2 milhões/mês e ainda poderá sobrar dinheiro.  Existe a convicção na Arena de que está chegando ao fim o tempo de jejum de grandes conquistas.

 

Do meu blogue em outubro de 2014:
“Pelo contrato elaborado na gestão Odone o Grêmio pagaria R$ 41,8 milhões em 2013 pela cessão onerosa da utilização dos seus assentos, pela migração dos sócios.
Fosse renovado anualmente, isto daria R$ 836 milhões em 20 anos.
Koff primeiro reduziu este valor para R$ 15 milhões em 2014 a R$ 18 milhões até o final da parceria.
Pela compra da Arena o Grêmio pagará para a OAS os R$ 18 milhões da migração mais R$ 6 milhões. São R$ 24 milhões por seis anos (há quem diga que são sete anos).
Se forem seis anos, pagará R$ 144 milhões.
Depois deste período, pagará R$ 18 milhões até o final da parceria. Mais cerca de R$ 216 milhões. São R$ 360 milhões.
Este é o grosso do negócio.
Há pequenos ajustes.
A OAS pagará as prestações ao BNDES.
Assumindo todas as garantias bancárias.
Com isto a Arena será do Grêmio”.
As mudanças, que não são muitas: o Grêmio fará o pagamento aos bancos (que reterão parte do dinheiro dos sócios) e o prazo do financiamento certamente será estendido.