Comunicado sobre apreciação das contas de 2013
O Convergência Colorada, com especial atenção aos associados e torcedores do Sport Club Internacional, tendo em vista a reunião do Conselho Deliberativo em 7 de abril de 2014 que trata do tema, vem a público expressar a sua opinião sobre a prestação de contas do exercício de 2013. Amparado no parecer do Conselho Fiscal, órgão de assessoramento permanente do Conselho Deliberativo, ressaltamos, resumidamente, os seguintes aspectos:
• descumprimento da peça orçamentária durante o exercício 2013, aprovado pelo Conselho Deliberativo em reunião ordinária realizada em 27 de dezembro de 2012, inexistindo sequer apresentação e deliberação de plano de contingência para a cobertura de créditos adicionais (suplementação orçamentária). Os custos diretamente vinculados ao futebol excederam em R$ 55 milhões, os quais foram subsidiados, basicamente, com empréstimos bancários, antecipação de cotas de patrocínio e receitas oriundas da venda de atletas (além das já previamente planejadas);
• não reconhecimento de dívida nas demonstrações contábeis junto à extinta Caixa Econômica Estadual, em que pese a apresentação de documentos que atestam reiteradas confissões do Clube e autorização pelo Conselho Deliberativo em 18 de dezembro 2013 para que se proceda a sua negociação e parcelamento (valor aproximado de R$ 4,5 milhões);
• não atendimento à legislação contábil no que tange aos procedimentos de retificação de erro, ao reconhecer despesa referente a 2012 no exercício de 2013, em vez de reclassificar e reapresentar as demonstrações contábeis de 2012. Trata-se de contrato de comissionamento da venda do atleta Oscar, que foi encaminhado à contabilidade de forma extemporânea e não identificado à época do fechamento do relatório da auditoria externa. Eis um lapso de controle interno recorrente, causado e evidenciado em problemas de cronologia e sequência numérica de contratos mantidos pela área jurídica, prejudicando a fluidez das informações entre os departamentos do Clube.
Posto isso, o Convergência Colorada manifesta a sua preocupação com o crescente endividamento de curto prazo do Clube, o que pode minimizar a capacidade de investimento nos próximos anos. Além disso, reforça a indicação de que a administração se dedique ao gerenciamento da peça orçamentária e execute um plano de ação alinhado à prévia deliberação do Conselho Deliberativo, sob pena de causar embaraço quanto à legitimidade dos gastos, conforme regimentos do Clube.
Atenta, também, à multiplicidade da incidência de comissionamento nas transações de determinados atletas, bem como à renúncia do recebimento de multas previstas em contrato. Por fim, aconselha que a Diretoria contrate uma auditoria externa de renome nacional para os trabalhos de 2014.
Sendo assim, a coordenação do Convergência Colorada, tanto do ponto de vista da prestação das contas, quanto sob o aspecto das demonstrações contábeis, publicita a sua recomendação pela reprovação, embora o movimento tenha facultado aos seus membros o pleno direito democrático de que a deliberação seja uma decisão de caráter individual.
Ressalta-se que a opinião sugere um encaminhamento estritamente técnico e, em hipótese alguma, cogita ou insinua a ocorrência de qualquer tipo de fraude ou desvio por parte dos gestores responsáveis pela condução do Clube em 2013, a quem devotamos o reconhecimento de abnegados colorados vitoriosos e bem intencionados pela causa do nosso Internacional.
De mais a mais, impende registrar ser obrigação por parte desta diretoria o envio ao Conselho Fiscal, conforme preceituado nos artigos 30, inciso I e 36, incisos I, II, III, V e VI do Estatuto Social, eventual acréscimo ao orçamento apresentado e aprovado, com vistas à emissão de parecer e, por sua vez, consequente envio ao Conselho Deliberativo, para análise de suplementação.
Entendemos, acima de tudo, que tal posicionamento fortalece o Clube a médio e longo prazo, ao primar pelo rigor na busca de práticas de gestão adequadas e compatíveis com a sua grandeza, devendo refletir em conquistas dentro de campo, objetivo maior do Sport Club Internacional.
Saudações alvi-rubras,
Convergência Colorada
• descumprimento da peça orçamentária durante o exercício 2013, aprovado pelo Conselho Deliberativo em reunião ordinária realizada em 27 de dezembro de 2012, inexistindo sequer apresentação e deliberação de plano de contingência para a cobertura de créditos adicionais (suplementação orçamentária). Os custos diretamente vinculados ao futebol excederam em R$ 55 milhões, os quais foram subsidiados, basicamente, com empréstimos bancários, antecipação de cotas de patrocínio e receitas oriundas da venda de atletas (além das já previamente planejadas);
• não reconhecimento de dívida nas demonstrações contábeis junto à extinta Caixa Econômica Estadual, em que pese a apresentação de documentos que atestam reiteradas confissões do Clube e autorização pelo Conselho Deliberativo em 18 de dezembro 2013 para que se proceda a sua negociação e parcelamento (valor aproximado de R$ 4,5 milhões);
• não atendimento à legislação contábil no que tange aos procedimentos de retificação de erro, ao reconhecer despesa referente a 2012 no exercício de 2013, em vez de reclassificar e reapresentar as demonstrações contábeis de 2012. Trata-se de contrato de comissionamento da venda do atleta Oscar, que foi encaminhado à contabilidade de forma extemporânea e não identificado à época do fechamento do relatório da auditoria externa. Eis um lapso de controle interno recorrente, causado e evidenciado em problemas de cronologia e sequência numérica de contratos mantidos pela área jurídica, prejudicando a fluidez das informações entre os departamentos do Clube.
Posto isso, o Convergência Colorada manifesta a sua preocupação com o crescente endividamento de curto prazo do Clube, o que pode minimizar a capacidade de investimento nos próximos anos. Além disso, reforça a indicação de que a administração se dedique ao gerenciamento da peça orçamentária e execute um plano de ação alinhado à prévia deliberação do Conselho Deliberativo, sob pena de causar embaraço quanto à legitimidade dos gastos, conforme regimentos do Clube.
Atenta, também, à multiplicidade da incidência de comissionamento nas transações de determinados atletas, bem como à renúncia do recebimento de multas previstas em contrato. Por fim, aconselha que a Diretoria contrate uma auditoria externa de renome nacional para os trabalhos de 2014.
Sendo assim, a coordenação do Convergência Colorada, tanto do ponto de vista da prestação das contas, quanto sob o aspecto das demonstrações contábeis, publicita a sua recomendação pela reprovação, embora o movimento tenha facultado aos seus membros o pleno direito democrático de que a deliberação seja uma decisão de caráter individual.
Ressalta-se que a opinião sugere um encaminhamento estritamente técnico e, em hipótese alguma, cogita ou insinua a ocorrência de qualquer tipo de fraude ou desvio por parte dos gestores responsáveis pela condução do Clube em 2013, a quem devotamos o reconhecimento de abnegados colorados vitoriosos e bem intencionados pela causa do nosso Internacional.
De mais a mais, impende registrar ser obrigação por parte desta diretoria o envio ao Conselho Fiscal, conforme preceituado nos artigos 30, inciso I e 36, incisos I, II, III, V e VI do Estatuto Social, eventual acréscimo ao orçamento apresentado e aprovado, com vistas à emissão de parecer e, por sua vez, consequente envio ao Conselho Deliberativo, para análise de suplementação.
Entendemos, acima de tudo, que tal posicionamento fortalece o Clube a médio e longo prazo, ao primar pelo rigor na busca de práticas de gestão adequadas e compatíveis com a sua grandeza, devendo refletir em conquistas dentro de campo, objetivo maior do Sport Club Internacional.
Saudações alvi-rubras,
Convergência Colorada
