Hiltor Mombach

Considerações sobre o GreNal

O Inter chega para o GreNal deste domingo em momento mais desfavorável.
Trata-se de uma verdade indiscutível.
Vem de uma eliminação na Libertadores, da demissão do treinador, de declarações públicas de atraso salarial, de duas atuações apáticas pelo Campeonato Brasileiro e, por estar vivendo um processo de desmonte, há jogadores torcendo mais para sair do que para ficar no Beira-Rio.
Em tese, que em futebol tudo é tese, a crise colorada torna o Grêmio favorito para vencer.
Mas, e há sempre um mas em tudo, este Inter em queda livre ganhou oito dos últimos 15 pontos que disputou pelo Brasileiro. Já o Grêmio, apenas quatro.
Enquanto o Inter fez um aproveitamento de 53,3%, o Grêmio registrou 26,6%.
Depois de engatar cinco vitórias, o Grêmio perdeu três partidas, ganhou uma e empatou uma.
Do segundo lugar na 11ª rodada o Grêmio caiu para 8º.
Continua encostado no G-4, mas já não pode mais tropeçar.
Em três dos últimos cinco jogos não marcou gol.
A única vitória nestes cinco jogos foi contra o Vasco da Gama, equipe que frequenta a zona do rebaixamento e ainda é séria candidata para retornar para a Série B do Brasileiro.
Para quem o GreNal é mais importante em termos de Brasileiro?
Para o Grêmio e explico.
É o time melhor colocado na tabela e com chances reais de, no mínimo, seguir brigando por vaga na Libertadores. As chances do Inter são remotíssimas.
Os números escancaram isto.
O Grêmio começou a rodada com dois pontos a menos do que o Sport, que está no G-4, e oito atrás do líder, o Galo. Já o Inter tem oito pontos a menos do que o Sport e 14 a menos do que o Galo.
Um abismo separa o Inter do líder e estamos na reta final do primeiro turno.
O GreNal pode servir para animar o Inter em outra competição, a Copa do Brasil.
Uma vitória hoje ajuda a curar a ressaca da Libertadores; uma derrota pode estragar o restante da temporada.