Hiltor Mombach

Conspiração

Eis que sou assombrado novamente pela teoria da conspiração.
Tenho sido obcecado por um tema e observo, patético, não ser levado a sério pelos presidentes de Grêmio e Inter.
O meu berro é o berro do silêncio.
O senhor e a senhora que me acompanham sabem da minha luta por um Brasileiro mais igual.
Uma luta solitária, de um soldado só, sem aliados.
Leiam a notícia a seguir, retirada do UOL:
“A partir de 2016, Corinthians e Flamengo passarão a receber da Globo R$ 170 milhões/ano – R$ 60 milhões a mais do que o São Paulo, do segundo escalão, e R$ 70 milhões a mais do que Palmeiras e Vasco, do terceiro.”
A simples cogitação de que isto poderá acontecer deveria arrepiar Koff e Luigi até o último fio de cabelo e gostaria de que desmentissem a minha mais íntima convicção de que nada farão.
Se o São Paulo está no segundo escalão e o Palmeiras no terceiro, a dupla Gre-Nal irá para o escalão dos pedintes, dos que passam o pires na Rua da Praia.
Ora, a simples cogitação de que isto possa acontecer é um disparate, um escândalo.
Quando presidente do Clube dos 13, Koff jamais permitiu a criação de tal abismo financeiro e aqui faço um apelo aos dois presidentes: se tal atentado for levada à cabo, esperneiem, digam não.
Não aceitem migalhas, liderem uma rebelião para inviabilizar o pay-per-view.
Trama-se em favor de Corinthians e Flamengo escandalosamente.
A televisão já pensa em retomar o mata-mata no Brasileiro.
Até aqui tudo bem, pois todos sabem que sou favorável ao mata-mata.
Mas com 20 clubes e não aumentando o número de integrantes, como cogitado agora. Incrível coincidência: este assunto vem à tona quando o Flamengo está seriamente ameaçado de rebaixamento.