Hiltor Mombach

Consumou-se o vexame

Consumou-se o vexame, terminou o calvário do Inter.
O pior da agonia é o arrastar, a espera que se eterniza no cadafalso, a execração em redes sociais até o baixar da guilhotina.
Grandes também caem.
Numa pirraça injustificável para um Inter perdedor, condenado vai tempo ao rebaixamento, Piffero armou o inimigo com uma pérola, aquela de que time grande não cai. Pérola que se volta agora contra o próprio Inter, num tiro de saiu pela culatra.
Se o Inter caiu é porque não é grande?
O ditado diz que há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
O Inter perdeu muitas oportunidades de ficar calado.
Como medir o fracasso desta gestão?
Por votação, quem sabe.
Na eleição presidencial de sábado o candidato da Situação, Affatato, recebeu 666 votos, contra 12.134 do oposicionista Marcelo Medeiros.
Uma lavada história de 12.134 colorados envergonhados com aquilo que foi transformada a instituição.
A gestão que sai e que colocou o Inter para um período de penitência na Série B representou o Inter, mas não é o Inter.
A frase de Alex cabe todinha neste Inter como um todo:
“A gente foi bem medíocre, muito incompetente”.