Hiltor Mombach

CONTAS DO PRIMEIRO ANO DE DUDA APROVADAS

CONTAS DO PRIMEIRO ANO DE DUDA APROVADAS

O Conselho Deliberativo do Grêmio aprovou na noite desta segunda-feira as contas do clube em 2009, o primeiro ano da gestão Duda Kroeff. Os números você havia lido aqui com exclusividade. Dou mais detalhes, também com exclusividade.

O primeiro ano da gestão Duda apresentou um déficit de R$ 9,9 milhões, menor do que os R$ 10 milhões de 2008 e que os R$ 14,6 milhões de 2007. Neste mesmo período, experimentou o maior resultado positivo da história do Grêmio, R$ 113 milhões, contra R$ 100 milhões de 2008.

Na gestão Duda, o item venda de mensalidades saltou de R$ 17,6 milhões em 2008 para R$ 22 milhões. Foi nesta gestão que o Marketing renovou o contrato com o Banrisul. Os 3,6 milhões que o banco despejava por ano saltaram para R$ 7,5 milhões (dinheiro já pago) mais vantagens que fazem o valor ir para R$ 12 milhões. A TV também aumentou a sua receita a partir do pagamento do pay-per-view. Em 2009, o Grêmio comemorou a entrada de R$ 27 milhões da TV. Este valor era de R$ 17 milhões em 2007 e de R$ 18 milhões em 2008.

Tivesse engessado os gastos do futebol, que em alguns meses gastou mais de R$ 3 milhões, quando o realizado seria de R$ 2,5 milhões e, talvez, o Grêmio conseguisse ter honrado o pagamento dos condomínios de credores, que encerraram 2009 com um atraso de R$ 5 milhões.

Mudou o perfil da dívida do Grêmio: diminuiu o débito a longo prazo e aumentou a curto. Dívida de longo prazo: R$ 95 milhões; curto, 69 milhões. De alguém que conhece o assunto: “Em três ou quatro anos estará superada a crise ISL”. O clube segue registrando R$ 20 milhões no item serviço da dívida. Trata-se de um valor histórico. Maiores dívidas: Timemania (negociado com o governo federal), R$ 77 milhões. Era de R$ 72 milhões em 2008. Condomínios de credores, R$ 9 milhões.  Se vender um ou dois jogadores em 2010, o Grêmio pode zerar o condomínio de credores. 

A venda das lojas bateu recorde: R$ 10,6 milhões. O clube começou 2009 com 326 funcionários, gastando R$ 1,1 milhão. Em novembro, tinha 301 e seguia gastando R$ 1,1 milhão. A folha era para ser encaixada em R$ 864 mil. O item mais rentável: TV, com R$ 27,5 milhões. Depois aparecem as receitas sociais, R$ 25,5 milhões.