Não gosto nem desgosto deste tal de VAR.
Gostaria que o futebol não contemplasse interpretações dos árbitros.
A coluna estava sob o comando de Carlos Corrêa durante minhas férias.
Justifico porque retomo um assunto que surge como requentado.
O Grêmio empatou em 1 a 1 diante do Juventude no segundo confronto das semifinais, repetindo o resultado da Arena, e passou nas penalidades.
O gol foi marcado por Viery, aos 25 minutos do segundo tempo.
Começou num arremesso lateral cobrado de forma irregularidade por Pavon.
Ele invadiu o campo no momento do arremesso.
A regra diz que parte dos dois pés deve estar sobre a linha lateral ou no chão, fora do campo, no momento do arremesso.
Para o ex-árbitro Carlos Simon, há um erro inconteste na origem, de acordo com a regra do arremesso livre.
O lance é irregular porque o lateral deveria ser revertido.
Mas depois de cometido o erro da arbitragem, não há margem para que o VAR mude a decisão.
A intervenção do VAR pode revisar se houve alguma infração no momento que antecedeu um gol. Contempla a interpretação.
Um dos momentos em que a intervenção do VAR é mais frequente é nos lances que envolvem pênaltis. Contempla a interpretação.
Vejam: em lances claríssimos, objetivos, que não permitem interpretação, desconfiança, imparcialidade, o VAR é excluído. Porquê?
Não gosto nem desgosto deste tal de VAR porque continua "tudo como dantes no quartel de Abrantes".
Em 2023, no jogo Corinthians x Grêmio, Yuri Alberto jogou vôlei dentro da área. Estava 4 a 4. O árbitro não marcou pênalti nem o VAR chamou.
Com "Inês morta", CBF admitiu ter sido um erro.
O Grêmio foi vice do Brasileiro com 68 pontos e 21 vitórias.
O Palmeiras levou a taça com 70 pontos e 20 vitórias.
GRE-NAL
Sobre o Gre-Nal.
O Grêmio foi muito superior ao Inter e mereceu a goleada de 3 a 0.
Minha intuição diz que o time ganhou confiança após passar pelo Juventude de forma dramática nas semifinais do Gauchão e reforçou essa confiança ao bater o Galo por 2 a 1 pelo Brasileiro.
Sobre o áudio do árbitro de vídeo Daniel Nobre Bins do lance envolvendo Arthur e Borré:
"Tem um cotovelo muito forte na cabeça, mas ele chuta a bola e está protegendo, recolhendo esse cotovelo, e atinge o Borré. O Borré é que faz o movimento contra o braço dele. Ele está no ar."
Amigos, Borré correu o sério risco de provocar uma luxação no cotovelo de Arthur.
Deveria ter sido expulso.
Assim como a emenda sempre fica pior que o soneto, o áudio ajudou a piorar o equívoco.
Continua "tudo como dantes no quartel de Abrantes" com o VAR. E Borré, hein!
Não gosto nem desgosto deste tal de VAR. Gostaria que o futebol não contemplasse interpretações dos árbitros.
