CONVICÇÕES
Não tenho por hábito ser definitivo, o futebol tem lá suas reviravoltas, mas no momento em que escrevo, assim, ainda com o jogo Novo Hamburgo 3 x 3 Inter fresquinho na memória, tenho duas convicções: este Pato, reserva no Boca, agora se explica, é menos goleiro do que Lauro e Fossati não é treinador para o Inter. Não para este momento nem para este Inter. Escrevo sabendo que Pato defendeu a penalidade que colocou a equipe na semifinal.
O Inter não tem um time, um conjunto: vemos um amontoado de jogadores perdidos, zagueiros batendo cabeça e um meio-campo que não marca nem arma. O Inter é trágico. Um horror. O ataque salvou-se ontem com Walter metendo um golaço e Alecsandro dois, um deles num chute de longa distância. O ataque fez; a defesa desfez.
O Inter mal dá para o gasto no Gauchão, contra rivais modestos. Deve seguir enganando os passionais, pois vem aí o Ypiranga, no Beira-Rio. Na Libertadores o furo é bem mais embaixo.
