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Hoje, porque amanhã é outro dia, a Copa está ameaçada de não acontecer em Porto Alegre. Motivo: ninguém quer bancar as tais das estruturas temporárias. O suspense não tem prazo para terminar, pois nenhuma das parte assume a montagem. O promotor Nílson de Oliveira Rodrigues Filho disse ontem que o eventual uso de recursos públicos só será admitido “como mecanismo para que Porto Alegre não perca a realização do evento”. Mas isso não isentaria o Inter e Fifa “das suas obrigações contratuais de financiar essas estruturas, indenizando o Poder Público.” Luigi afirma categoricamente que o Inter firmou posição e que não gastará um centavo nas tais estruturas: “Já demos o estádio Beira-Rio e vamos gastar R$ 7 milhões no pátio.” Em tempo: num contrato despudorado de 28 páginas assinado em 2009, o Inter deu as cuecas e as calças para a Fifa. É tamanho o acinte que, se a Fifa quiser, não convida Luigi para a festa. Prossigo. A posição do promotor poderá servir para respaldar os deputado gaúchos contrários ao projeto que prevê R$ 25 milhões em incentivos fiscais para as obras temporárias junto ao Beira-Rio. Alguém, bem informado, me assopra que, se continuar sendo pressionada, a Fifa bancará as tais estruturas. Quero ver para crer. Março já começou, junho está logo ali, e a única luz no final do túnel neste momento é a de um trem desgovernado. Na contramão.